quinta-feira, 30 de agosto de 2018

Período Napoleonico T.201 e 202


PERÍODO NAPOLEÔNICO

Em 1799, como golpe militar do Dezoito Brumário, Napoleão Bonaparte chega ao poder na França, é o fim do processo revolucionário na França. Napoleão governará a França por 15 anos, e será o responsável direto pelas independências na América.

Ascensão de Napoleão
A França havia passado por dez anos de turbulência, portanto sua economia e política estavam totalmente desorganizadas. A burguesia jogará peso na figura de Napoleão para por o país novamente no eixo.
Napoleão consegue o apoio popular, pois suas campanhas contra os inimigos estrangeiros foram sucesso absoluto, por isso consegue poder total para administrar o país. Assim, cria escolas, hospitais, reorganiza a produção no campo e na cidade, abre fábricas e neutraliza os adversários estrangeiros. Em 1804, a França já era outro país e através de um plebiscito, Napoleão é coroado imperador.

O Império de Napoleão

Napoleão consolidou seu império através de inúmeras guerras, e a cada vitória o mapa europeu mudava a favor da França. O único problema de Napoleão era a Inglaterra, pois a marinha inglesa não capitulava a Napoleão.
Para tentar conter os ingleses, Napoleão lança o Bloqueio Continental, que proibia as nações de comercializar com a Inglaterra, sob o risco de serem invadidas pelas tropas francesas.
Através deste mecanismo, Napoleão invadiu Portugal e Espanha, gerando o processo de independência das colônias na América.






Império 1804/1814
Neste período, Napoleão através de um plebiscito se torna imperador da França.
A marca principal deste momento são as guerras napoleônicas.
Em 1812,a França  chegou ao seu limite máximo de ocupação territorial na Europa.
Nesta euforia, Napoleão invade a Rússia, de Alexandre I, por romper com o Bloqueio Continental.
O Exército francês sofre uma vertiginosa derrota em abril de 1814, e Napoleão é enviado ao exílio, na ilha de Elba, no Mar mediterrâneo.

Governo de Cem dias -1815
Napoleão consegue fugir da ilha de Elba e reorganizar o seu poder na França. A coligação militar internacional se reorganizou e na Batalha de  Waterloo, Napoleão foi definitivamente derrotado, sendo mantido preso na ilha de Santa Helena, na Argentina, até a sua morte em 1821.

Congresso de Viena
Napoleão invadiu vários países,e  as nações derrotadas se reuniram em Viena para decidir como agir. Neste mesmo período, a Inglaterra vence Napoleão. Os monarcas europeus assinam o tratado da Santa Aliança, evitando assim novos ataques a seus países. Napoleão é preso e enviado ao exílio, mas o estrago já estava consolidado.
Alguns pontos do Congresso de Viena:
>Restauração: o mapa europeu volta a ter a mesma configuração de 1792.
>Legitimidade:devolução dos tronos aos seus legítimos herdeiros, a cada país invadido por Napoleão.
>Solidariedade:formação de alianças políticas entre os países europeus na tentativa de evitar novas invasões.



Colonização portuguesa na América T.102 e 1003


A COLONIZAÇÃO PORTUGUESA NA AMÉRICA


Início da Colonização

A partir de 1530, o comércio com as Índias  começou a decair, pois  retiravam  as especiarias e não as replantavam, o que gerou declino na  produção. Por outro lado havia ameaça real de invasão das terras brasileiras por franceses  e holandesas.
Por conta desses fatores a Coroa portuguesa resolveu ocupar efetivamente o Brasil, com a clara intenção de povoá-lo mais sem gastar muito dinheiro.  O produto escolhido foi o açúcar, pois tinha muita aceitação na Europa,  o solo e clima brasileiro eram propícios ao produto  e Portugal já dominava a  técnica implantada na Ilha da Madeira. Por esses  motivos o açúcar foi escolhido.
A forma de ocupação se deu através das Capitanias Hereditárias.

As Capitanias Hereditárias

Para atrair  colonos, o governo português passou a doar as terras no Brasil, porém o colono arcaria com todos os custos para transformar um espaço de floresta, cheia de índios em um lugar descente de se viver. Ao colono caberia a limpeza do terreno, a edificação do engenho, a construção de fortes para combater os estrangeiros e lidar com o aculturamento dos índios. Os documentos de entrega da terra eram:  a carta de doação, que  oficializava a posse hereditária da terra e o foral, que fixava os impostos a serem pagos pelos donatários. A tentativa fracassou, pois nenhum nobre quis sair de  Portugal para se enfiar nesse fim de mundo, somente duas capitanias deram certo: a de São Vicente e Pernambuco, ambas de Martim Afonso de Souza.

O Governo Geral
Como não deu certo a história de Capitanias Hereditárias,  a Coroa portuguesa teve que lançar mão de um governo e exército permanente por aqui, e a instituição utilizada será a dos Governadores gerais, que vão governar com a ajuda do Capitão mor(Exército), Provedor mor(impostos) e Ouvidor mor(justiça)

Os principais governadores são:
Tomé de Souza 1549-53
Duarte da Costa 1533-58
Mem de Sá 1558-72
·        Impulsionou a cultura açucareira.
·        Introduziu a Pecuária.
·        Trouxe funcionários públicos, militares, jesuítas, missionários e colonos.
·        Incentiva a entrada de negros vindo d’África para trabalhar na lavoura.
·        Entra em choque com os jesuítas, pois era claramente favorável a escravização indígena, mesmo contra a vontade do rei.
·        Sofreu ataques sistemáticos dos índios e a aliança dos Tamoios e Caetés aos franceses.
·        Sofre a invasão dos franceses, que aliados dos Tamoios e Caetés se fixam na Baía de Guanabara, e fundam a França Antártica.
·        Trouxe novo impulso  à colonização.
·        Restabeleceu a autoridade real na Colônia.
·        Perseguiu e dizimou os Tamoios e Caetés.
·        Expulsou os franceses da Baía de Guanabara.
·        Fundou a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em 1 de março de 1565.



A economia açucareira

O  açúcar da cana era desconhecido na Europa, até então usava-se a casca da batata doce e da beterraba para adoçar, por isso o açúcar  foi um grande sucesso na Europa, e se transformará  numa mercadoria bastante cara, servindo até mesmo de dote para casamentos.
Portugal detinha o monopólio da venda do produto, mas não dominava a técnica de refino dependia dos holandeses para isso, e, portanto, era sujeito aos preços impostos pelos holandeses, o que encarecia ainda mais o produto no mercado europeu.

O Engenho

A unidade de produção do açúcar era o engenho, e este por sua vez será a forma de organização social do período que se chamou Ciclo do Açúcar.
O engenho se dividia em:
·        Lavoura: terras aonde se plantava a cana de açúcar.
·        Engenho: onde se instalava a moenda, retirando o caldo, que era aquecido até se transformar em melado, e depois transformado em  barras para serem levados para Holanda a fim de ser refinado. No engenho se produzia também a cachaça e o mel  de uso doméstico.
·        Casa Grande: habitação de construção rústica  aonde moravam o senhor  sua família e alguns agregados.
·        Senzala: local  insalubre aonde era confinado os escravos. Não havia nenhum conforto, higiene ou privacidade.

A Sociedade Açucareira

Fortemente hierarquizada, estava centralizada na figura masculina, aos homens brancos era dado todo poder de vida  ou morte a todos a sua volta.
·        Senhor: dono do engenho era o líder e detinha o poder sobre a esposa, filhos, empregados e escravos.
·        Senhora:  esposa subjugada ao marido tinha como tarefa cuidar da casa e dos filhos, muitas vezes analfabeta e extremamente cruel com os escravos.
·        Filhos: educados de forma  severa, obedeciam aos pais e não tinham vontade própria. Os rapazes adquiriam espaço quando  se tornavam adultos, as moças casavam-se com os pretendentes arranjados pela família e repetiam o destino das mães.
·        Homens brancos pobres: na maioria das vezes eram  os capatazes com a incumbência de cuidar da escravaria. Muitas vezes  arrogantes e ignorantes infernizavam a vida dos escravos. Alguns eram tropeiros que traziam e levavam mercadorias para os engenhos.
·        Escravos: não tinham direito a nada nem mesmo a vida, não eram considerados seres humanos, podiam ser vendidos, trocados, ameaçados e punidos por qualquer coisa. Muitos sofreram castigos corporais que os levavam a morte.

A Escravidão Africana

A mão de obra utilizada na lavoura açucareira foi à africana, pois estava perfeitamente adequada a necessidade política do mercantilismo, proporcionando grandes lucros aos  traficantes. O trabalho escravo indígena não gerava a renda para o setor mercantil, pois o elemento indígena estava na terra, não havendo assim, necessidade de transportá-lo. O lucro tanto para Portugal como para os comerciantes estava justamente neste transporte.
O tráfico de escravos para a colônia  crescia na mesma medida que se expandia a cultura da cana-de-açúcar. O Porto de Luanda, em Angola, se tornou o mais importante ponto de embarque de negros neste período. Por este porto estima-se ter passado pelo menos 1 milhão de escravos entre 1549 a 1680.
A viagem nos navios negreiros  eram um episodio a parte, pois os porões eram entulhados de  escravos, que mal podiam respirar, sem nenhuma higiene e má alimentação, mais da metade morria na travessia.
Quando chegavam aos portos do Rio de Janeiro, Salvador e Recife eram expostos como mercadorias,  e ao serem vendidos separavam pais  de filhos, esposas de maridos.
Expostos a todo tido de violência física, os africanos também sofreram  uma profunda violência cultural, pois eram proibidos de usarem seus dialetos e processarem suas crenças. Como forma de resistência à dominação, os  africanos criaram o sincretismo religioso.
Este mecanismo visava usar as imagens dos santos católicos, impostos pelos brancos, e associá-lo a um orixá africano. Desta forma podiam continuar processando sua religião.

Violência e Resistência

Uma das formas de resistência à escravidão eram as fugas. Os negros podiam fugir sozinhos ou em grupos. Quando saíam em grupos, a tendência era formar quilombos. Os quilombos eram aldeias, localizadas em terrenos de difícil acesso, aonde era reconstruído a forma de viva na África.
Outra forma bastante usada era o suicídio como forma de protesto, já que esta prática causava prejuízo ao senhor. Havia também ataques aos feitores, o mais comum era  oriundo da capoeira, forma de luta trazida pelos africanos que podia causar a morte.


Atividades Complementares na empresa açucareira

Não era permitido ao colono plantar outros produtos no engenho além da cana, dentro da lógica do Pacto Colonial, aonde a colônia só pode produzir e comercializar o que a metrópole determinar. Por esse motivo a colônia  passava fome crônica. Os colonos deveriam comprar tudo que necessitassem dos navios portugueses da Cia das Índias. Normalmente os produtos eram caros e escassos. Porém, pela força da necessidade, nos engenhos havia pequenas plantações para subsistência, planta-se: milho, feijão, arroz, hortaliça e alguns legumes, havia também animais de terreiro tais como: galinhas e porcos. Algumas vacas para o abastecimento de leite e queijo, os bois e cavalos usados como animais de transporte .
A pecuária só será efetivamente  difundida quando o açúcar entrar em decadência.

O Avanço para o interior da Colônia

A partir de 1580, Portugal por questões sucessórias se unirá à Espanha, formando assim a União Ibérica.  Com essa união o Tratado de Tordesilhas perderá seu valor, já que  tecnicamente não havia mais divisão entre as duas nações, com isso o avanço para o interior da colônia se fará de forma bem mais fácil.
Duas formas bastantes  complexas vão facilitar esse avanço.
·        Pecuária: com o declínio da plantação de açúcar, a pecuária começará a se despontar, principalmente no interior da colônia, já que o gado necessitava de espaço para pastagem. Esse tipo de atividade só podia ser feito por homens livres, que com o tempo vão se tornando proprietários de terras.
·        Bandeirismo: a necessidade de buscar metais preciosos nunca abandonou os colonos, e no decorrer do  ciclo do açúcar, algumas expedições, que partiam principalmente  da capitania de São Paulo,aonde nem o solo e nem o clima ajudavam na implantação de engenhos.
As expedições podiam ser organizadas de duas formas:
Entradas: expedições financiadas pelo governo para busca de metais, como não houve sucesso imediato, esses financiamentos foram cancelados pelo governo.
Bandeiras: expedições organizadas e financiadas por particulares, não buscavam apenas metais preciosos, mas também o apressamento indígena, já que essa mão de obra era mais barata que a africana. De contrato, que mediante a um contrato com fazendeiros ou governantes, procuravam negros e índios fugidos e destruíam quilombos.
O bandeirismo foi responsável pelo massacre de nações inteiras de indígenas, além de entrarem em choque com os jesuítas, pois atavam as missões na busca por índios aculturados.









As Grandes Navegações T.102 e 1003


AS GRANDES NAVEGAÇÕES

Dentre os acontecimentos que assinalaram a passagem da idade Moderna para a Idade Média, destacamos as Grandes Navegações. Esse fato irá marcar profundamente as relações européias com o resto do mundo.

O que motivou as Grandes Navegações:

·        Necessidade de buscar novas minas de ouro e prata, pois as moedas eram cunhadas com esses metais, e as minas européias apresentavam esgotamento. Além disso, para  manter um Estado forte, era necessário muita riqueza.
·        A expansão comercial  era intensa, porém Gênova e Veneza detinham o monopólio dos produtos vindos das Índias, pois os mulçumanos haviam ocupado o mar Mediterrâneo, quando ocuparam Constantinopla e não permitiam a passagem de cristãos.
Era necessário buscar um caminho alternativo, pois os comerciantes genoveses e venezianos cobraram preços muito altos pelas mercadorias, o que acarretava menor lucro aos comerciantes de outros países.
·        Avanço tecnológico cada vez maior trazidos pelo Renascimento científico impulsionou novas técnicas de navegação,  novas descobertas como a bússola e a pólvora vão proporcionar aos europeus a atravessarem o mar Tenebroso(Atlântico).

Pioneirismo Português

Portugal foi o primeiro país europeu a se unificar, formando um estado nacional em 1383, a partir daí a burguesia portuguesa investe em novas técnicas para navegação. Assim, é criada a Escola de Navegação de Sagres, sob o comando do príncipe D. Henrique. Nesta escola aprendia-se tudo sobre navegação, confecção de mapas e construção de caravelas.





A Navegação Portuguesa

A expansão portuguesa se dá em 1415, com a tomada da cidade de Ceuta, no norte da África, aonde existia um grande centro comercial, dominado pelos muçulmanos. A partir daí Portugal não parou mais de navegar.

As rotas portuguesas a caminho das Índias

1415 – Ceuta
1419 –Arquipélago da Madeira
1428 - Arquipélago dos Açores
1434-  Cabo do Borjador e Guiné
1456-  Cabo Verde
1482-  Congo
1488 – Bartolomeu Gusmão dobra o cabo das Tormentas e entra em águas do Oceano Pacífico
1498 – Vasco da Gama chega a Calicute na Índia
1500- Pedro Ávares  Cabral chega ao Brasil

A Navegação Espanhola

Apesar de ter saído mais tarde para a expansão marítima, por conta da presença mulçumana em seu território, a Espanha descobre terras  muito mais ricas  em ouro e prata do que Portugal.

As rotas espanholas

1492 -  Colombo chega na ilha de San Salvador (Honduras)
1513 –Vasco Nunes descobre o Panamá e o Oceano Pacífico
1521 – Fernão de Magalhães descobre o extremo sul da América do Sul (Chile)
1532- Francisco Pizarro chega à América Central (Nicarágua, Cuba e Caribe)





Inglaterra, França e Holanda

Esses três países pouco se interessaram em  navegar, só começaram a ter interesse pala América, após a Espanha encontrar muito ouro na parte Sul do continente. Porém,  o Tratado de Tordesilhas já havia demarcado o que pertencia a Portugal e Espanha, deixando esses países de fora dessa corrida, pelo menos na forma licita, pois esses países utilizaram muito os ataques de piratas no mar do Atlântico, a fim de  participarem dos lucros obtidos pela minas de ouro.

As rotas inglesas, francesas e holandesas

A Inglaterra ocupa uma parte do norte da América do Norte, E.U.A, alguns territórios na África e Ásia.
A França ocupa outra parte da América do Norte, Canadá algumas ilhas no Caribe como o Haiti e Martinica, parte da Ásia na Península da Indochina, Vietnã e Camboja e poucos  territórios na África.
A Holanda fica com a Guiana Holandesa, na América do Sul e alguns territórios na África.


segunda-feira, 21 de maio de 2018

Primeira Guerra Mundial T.3001 e 3002


PRIMEIRA GUERRA MUNDIAL

No início do Século XX, motivos não faltavam às nações européias para que ocorresse um grande confronto entre elas, pois Inglaterra e França ocuparam todas as regiões de outros continentes, formando enormes impérios coloniais. Enquanto Itália e Alemanha que se industrializaram bem mais tarde, acabaram ficando fora desta corrida. Com os mercados africanos e asiáticos ocupados pelos ingleses e franceses, só restava os italianos e alemães, o confronto.
Os produtos alemães ganhavam cada vez mais mercados, após a Guerra Franco-Prussiana de 1870-1871, quando a Alemanha ganhou da França e ocupou a rica região de Alcacia-Lorena. A Alemanha também desejava construir uma estrada ferro, e em 1899 iniciou a construção da Berlim-Bagdá, passando por vários territórios ingleses.
A Itália disputava a Tunísia com a França, portanto a Itália era uma aliada natural da Alemanha.

Os motivos reais do confronto

·        Disputa de Mercados: Inglaterra, França, Alemanha e Itália eram as principais nações a disputar espaço nos mercados esternos, mas a Rússia, o império Austro-Húngaro, impero Turco-Otonamo, também desejavam conquistar e controlas regiões e mercados.

·        O Nacionalismo: constitui uma grande força política européia nos séculos XIX e continuava sendo alimentado ferozmente no século XX.
·        O Revanchismo Francês: provocado pela derrota na Guerra Franco Prussiana, era propagado nas escolas, igrejas e jornais que alimentava nos franceses o ódio contra os alemães.
·        O Pan-Eslavismo: criado pelo governo russo, que assumiu a proteção dos povos eslavos. Como grande nação eslava, a Rússia vivia em pé de guerra com o Império Austro-Húngaro e Turco Otomano, que dominavam os Bálcãs, onde estão localizadas a Sérvia e a Bósnia-Herzegovina.
·        Expansionismo Sérvio: alimentado depois que a Rússia derrotou os turcos e a Sérvia conquistou sua independência, querendo aumentar seu território ocupando a Bósnia.


O Sistema de Alianças

É neste clima de exacerbação e disputa de mercados que nasce dois blocos antagônicos de alianças:
·        Tríplice Aliança  → Alemanha, Império Austro-Húngaro e Itália
·        Tríplice Entente → Inglaterra, França e Rússia
As maiores potências da Europa estavam assim organizadas e prontas para a guerra, faltava apenas o motivo.
Em junho de 1914, um estudante sérvio assassinou a tiros o arquiduque austríaco Francisco Ferdinando e sua esposa, em Sarajevo, capital da Bósnia, ocupada pelos austríacos.
A Áustria culpou a Sérvia pelo assassinato e exigiu que o governo entregasse o estudante. O governo sérvio não acatou a ordem, a Áustria invadiu a Sérvia. Por sua vez a Rússia veio ao socorro da Sérvia e declarou guerra a Alemanha. Inglaterra e França honrando o acordo da Entente declara guerra à Alemanha. Assim inicia-se a Primeira Grande Guerra, que colocará o mundo em um dos mais inovadores conflitos entre 1914-1918.

Um Conflito Total, Mundial e Científico.

A Primeira Grande Guerra foi o maior conflito armado até então visto. As guerras anteriores envolviam apenas dois países por conflito, eram feitas em campo fechado sem prejuízo para população civil. A grande mudança ocorre neste conflito que utilizou bombas, aviões e não poupou civis. Por isso podemos dizer que este foi o primeiro conflito total, mundial e científico.

·        Total → Afetava a sociedade civil, pois as bombas e os gases tóxicos atingiam não só os campos de batalhas como as cidades.  A mão de obra feminina foi largamente usada, pois os homens estavam nos campos de batalhas, as crianças passaram a ficar mais tempo nas escolas e os idosos voltaram ao trabalho, exercendo atividades leves.
A economia também sofreu alteração, pois as fábricas são adaptadas para sustentar a máquina de guerra, fabricando uniformes, armamentos e todos os insumos de guerra.


·        Mundial → Pela  primeira vez um conflito atingia a todos os continentes do Planeta, já que envolvia as nações e suas colônias.
·        Científica → Pela primeira vez a ciência será utilizada na arte de matar mais e de forma mais rápida, com as bombas incendiárias, aviões e gases letais.

O Teatro de Operações

Entre 1914-1917 o conflito parecia estar estável, a Alemanha dominou boa parte da Rússia, porém não conseguiu invadir a Inglaterra. Por sua vez os norte-americanos não pareciam interessar-se pelo conflito, pois estavam ganhando muito dinheiro ocupando os mercados antes dominados pela Inglaterra.
Porém, em 1917 o cenário mudou. A Rússia abandona o conflito, pois em outubro iniciou a Revolução Russa, que colocou os Bolcheviques no poder. E os nortes americanos entram na guerra, após terem vários navios mercantes afundados pelos alemães.

O Fim do Conflito

Em março de 1818, os alemães tentam entrar em Paris, mas não consegue e são obrigados a recuar.
Ao mesmo tempo a Bulgária, Turquia e Áustria saem do conflito deixando a Alemanha ainda mais isolada.
Em Berlim, a população começa a se manifestar contra o número brutal de mortes e a carestia que enfrentavam. Em novembro de 1918, o Partido Social-Democrata derruba o kaiser e funda a República de Weimar. Como os Sociais-Democratas são contra a guerra, assinam um acordo de paz com os aliados.
Terminava assim a Primeira Guerra Mundial.


Os Vencedores Assumem o Comando

Em janeiro de 1919, teve início a Conferência de Paz. Esta fixou novos mapas para a Europa, tais como: fim dos impérios Turco-Otomano e Austro-Húngaro, nascia assim a Techecoslováquia e a Iuguslávia e é criada a Liga das Nações, cujo único objetivo é impedir um novo confronto na Europa.
Em julho de 1919, acontece o Tratado de Versalhes, que numa armação dos americanos e ingleses colocam a Alemanha numa situação bastante cruel, pois o país é declarado derrotado, perde as regiões de Alcacia-Lorena, que voltam para a França, fica proibido de possuir Marinha Mercante e Exército, além de pagar pesada indenização aos países vencedores.
Essas imposições lançam a Alemanha na mais negra miséria, e acaba sendo o grande berço para o surgimento da ideologia nazista, que levará o mundo à Segunda Guerra Mundial.

Revolução Russa T.3001 e 3002


REVOLUÇÃO RUSSA

As Condições Socioeconômicas da Rússia

No início do Século XX, a Rússia era um país de economia predominantemente agrária, com 130 milhões de habitantes, dos quais 100 milhões viviam no campo. O sistema de servidão havia sido abolido em 1861, mas na prática os camponeses viviam na mais absoluta miséria. Além disso, mantinha-se o sistema  de monarquia absoluta, a união entre estado e Igreja Ortodoxa e os privilégios da nobreza, modelo totalmente destruído na Europa entre os séculos XVII e XVIII. Portanto, a Rússia vivia um sistema dúbio com a cabeça no capitalismo e os pés no mercantilismo.

Os Partidos Políticos

Com uma monarquia absoluta, não havia liberdade de opinião na Rússia, nem eleições livres e muito menos direitos democráticos. Mas apesar disso três partidos clandestinos se formam e acabam se destacando no caos social e político russo.

·        Partido Operário Social Democrata Russo(POSDR): fundado em 1898, sob inspiração marxista. Compunha por duas tendências básicas: os mencheviques (minoria), que acreditavam que a implantação do socialismo deveria  ser precedida  de uma revolução burguesa, capaz de modernizar o país por meio do capitalismo, e somente depois é que a classe operária deveria tomar o poder; e os bolcheviques(maioria), liderados por Lênin, acreditavam que o povo deveria fazer a revolução social e este mesmo tirar  o país do atraso social, sem precisar da burguesia. Compunha este partido camponeses, operários, desempregados e artesões.
·        Partido Socialista Revolucionário(PSR): fundado em  1901, agrupava várias correntes de pensamento das quais as mais antigas do populismo. Lutavam contra o czarismo propondo uma ampla frente social. Compunha este partido camponeses, profissionais liberais e funcionários públicos.
·        Partido Constitucional Democrata(Kadetes): fundado em 1905,no auge da primeira revolução. Era de orientação liberal burguesa, que desejavam reformas políticas que dessem mais liberdade para a burguesia russa.

A Revolução de 1905: nascem os soviets

Em 1905, a Rússia se envolveu numa guerra com o Japão pelo controle da Manchúria, território originalmente chinês. Era a Guerra Sino-Japonesa. A guerra tinha afligido drasticamente o povo russo, pois agravou a situação de precariedade nos campos e na cidade, e ainda por cima a Rússia saiu derrotada desse conflito, o que desmoralizou o czar.
Manifestos populares eclodiram em todo país,e  foram duramente reprimidos . Em janeiro de 1905, a polícia abriu fogo contra manifestantes desarmados, matando milhares de pessoas. Esse episódio ficou conhecido como Domingo sangrento foi o estopim para um grande levante popular, do qual surgiram os soviets (sindicatos) operários, importantíssimos para o processo de revolução em 1917.
Porém o czar, que neste momento estava enfraquecido com o exército no Japão finge aceitar algumas medidas impostas pelos revolucionários, mas cria alguns mecanismos de controle, uma delas é a criação da Duma(Parlamento), composto pela elite russa para elaborar uma Constituição. Na verdade o czar queria ganhar tempo, até que as tropas voltassem do Japão. Quando isso aconteceu, os soviets foram fechados e seus membros perseguidos, presos,exilados e assassinados.

A Revolução de 1917

É neste cenário de opressão que a Rússia entra na Primeira Guerra Mundial. O exército russo sofre inúmeras derrotas perdendo territórios e agravando ainda mais a situação de miséria para a população.
Em março de 1917, o frio e a fome fazem com que a população voltem as ruas em enormes manifestações, todas dispersadas no tiro. A situação se agrava, pois até a nobreza passa a sofrer com a guerra, pois as baixas são enormes tanto do lado dos ricos como dos pobres.
O czar é pressionado a abdicar em favor de seu filho Miguel. Enquanto isso fortalecia em toda a Rússia os soviets de 1905, agora composta de soldados, camponeses e operários. É o fim da monarquia.
A queda da monarquia e a implantação da República marcam o início da Revolução Russa. Para evitar que os bolcheviques chegassem ao poder, os Kadets formam um governo provisório tendo a Duma como base.
O governo provisório mantém a Rússia na guerra, cumprindo o acordo do czar com a Inglaterra e França, mas ao mesmo tempo permite a volta dos exilados de 1905. À volta de Lênin e Trostki trará um novo rumo ao processo revolucionário. Conforme as baixas na guerra aumentavam as insatisfações sociais também, e na zona rural os camponeses ocupam e dividem as terras da nobreza. Nas cidades os operários ocupam as fábricas.
Sem esperar pelo governo, manifestantes se colocam contra a guerra e organizam administrações revolucionárias em todo país. É a Revolução de Outubro de 1917, que mudaria o cenário mundial pelos próximos anos.

Os Socialistas no Poder

Coma deposição do Governo Provisório, Lênin cria o Conselho dos Comissários do Povo sob sua presidência. Os bolcheviques chegam ao poder.
O novo governo retira a Rússia da guerra, assinado o Tratado de Brest-Litovsk deixando os territórios ocupados com os alemães e comprometendo-se a pagar indenização, institucionaliza os soviets, faz reforma agrária com ampla distribuição de terra aos camponeses, estatiza os bancos e executa a família real.

A Guerra Civil

É claro que os proprietários de terra e a burguesia não gostam de perder seus bens, e chegaram a pegar em armas contra os revolucionários. Com fim da Grande Guerra em 1918, os países capitalistas como Inglaterra, França, Bélgica e outros, passam a financiar a burguesia russa contra os revolucionários, temendo que esse modelo chegassem a seus países.
Entre 1918 a 1922, a Rússia vive uma guerra civil entre o exército Branco(burguesia) e os Vermelhos(Bolcheviques).
Durante a guerra, Lênin foi obrigado a tomar algumas medidas radicais para garantir o abastecimento, essas medidas ficaram conhecidas como comunismo de guerra e incluía a abolição de salários, estatização das fábricas e das colheitas. Nessa época o Partido Bolchevique passa a se chamar Partido Comunista Russo, e com a vitória na guerra civil, nascia em 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).
A NEP e a Estatização do Regime

A URSS, nasce totalmente destruída. Após uma guerra mundial, uma revolução e uma guerra civil o país estava um verdadeiro caos, os estragos reduziram a produção em 1921 a 13%. Calcula-se que 5 milhões de pessoas morreram de fome neste período. Cabe a Lênin organizar e reerguer o país.
É neste contexto que Lênin anuncia a NOVA POLÍTICA ECONOMICA(NEP). Tratava-se de um retorno parcial da economia ao capitalismo para superar a crise aumentando a produção. Os camponeses passam a vender suas colheitas no mercado e as fábricas com menos de 20 operários são privatizadas. O governo também adota formas de atrair o capital estrangeiro para dentro do país. Como resultado o país cresce entre 1922-1924.

O Totalitarismo Stalinista: A Revolução Perdida

Em 1924, Lênin morre de causa misteriosa. Com isso abre uma disputa clara de poder entre Trostki, que defendia que  a revolução deveria ser permanente e chegar a todos os países, pois só assim a revolução estaria consolidada. Já Stalin defendia a revolução em um só país.
Com um golpe de estado, Stalin chega ao poder e Trostki é expulso do país e todos que o apoiavam são perseguidos, presos ou assassinados. Até que Trostki é assassinado no México em 1940, com o apoio do presidente Lázaro Cardenas.
O governo de Stalin perdurará até sua morte em 1956, e será marcado por repressão política e eliminação física de qualquer opositor. O Estado é administrado por uma burocracia estatal, que determinava o que e quanto será produzido. São os Planos Qüinqüenais.
O primeiro plano qüinqüenal entra em vigor em 1928, e tinha como meta a industrialização rápida e completa coletivização das terras. Essa linha de orientação foi seguida nos próximos planos qüinqüenais.
Entre 1928 a 1940, a produção industrial cresceu 8,5 vezes, mostrando bons resultados no setor econômico. No plano político, o stalinismo foi marcado pela violenta repressão a todos que discordassem do sistema, o esmagamento dos soviets e a total falta de liberdade política. A maioria dos revolucionários de 1917 foi presa, exilados ou assassinados pela KGB, Polícia Política Russa.



Revolução Industrial T.202 e 204


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A partir de 1750, iniciou-se na Europa um grande processo de transformação social e econômico. Este processo trouxe novas formas de relação de trabalho e no processo produtivo. Foi responsável pelo surgimento das ideias iluminista e da chegada efetiva da burguesia ao poder. Esse conjuntos de transformações ficou conhecido como Revolução Industrial.

Os Avanços Tecnológicos e  Industrialização

A Revolução Industrial é o conjunto de transformações que alteraram a vida da Europa Ocidental durante toda metade do Século XVIII e XIX.
Essa transformação está ligada diretamente à substituição do trabalho artesanal, que utilizava ferramentas, pelo trabalho assalariado, que utiliza máquinas.

O Desenvolvimento da Produção

O crescimento da produtividade econômica, durante a Idade Média, desenvolveu-se principalmente através do aperfeiçoamento da organização da produção e pelo avanço técnico. Essa transformação ocorreu em três fases distintas:
1º fase: Produção Artesanal 1750-1850
A princípio a produção era artesanal, dentro das Corporações de Ofício. Neste estágio, o produtor exercia pleno controle da produção, não havendo divisão do trabalho entre as pessoas. As oficinas eram prioritariamente familiares, e o artesão passava seus conhecimentos de pai para filho. O artesão também era dono das ferramentas, da matéria prima, do produto e controlava o lucro.

2º fase: Produção Manufatureira ou Maquinicista  1850- 1900
Neste estágio o artesão é engolido pelas grandes oficinas, que possuem máquinas rudimentares, movidas a carvão, essas oficinas dispunham de um grande número de trabalhadores e ferramentas, que seguiam as orientações dos gerentes de produção. Foi nesse estágio que se inaugurou a divisão do trabalho produtivo. Cada operário realizava uma etapa no processo produtivo.
* Modelo fordista → criado por Henry Ford em 1870, dividia o trabalho na montagem dos carros em várias etapas, aonde o trabalhador perdia o controle do que foi produzido e do lucro gerado. Esse modelo de produção vigorará  até a Segunda Guerra Mundial.

3º fase: Produção Mecanizada - Informatizada 1900/1980  até os dias atuais
Neste estágio da produção, a mão de obra humana vai sendo gradativamente substituída pela máquina, e após a Segunda Guerra, pelos computadores, o que ao longo do tempo vai gerar um vácuo no mercado de trabalho, e principalmente necessitará de mão de obra com altíssima qualificação.

*Modelo toiotista→ criado no Japão do pós guerra, nesse modelo um único trabalhador será capaz de dar conta de várias etapas da produção. Nesse modelo há uma real diminuição da mão de obra humana.

Pioneirismo Inglês
A Inglaterra será o berço da industrialização, um conjunto de fatores explica esse fenômeno.

·        Modelo de absolutismo: Desde o governo de Elizabeth I, a Inglaterra não utilizava o mercantilismo puro e simples. A rainha incentivava novas descobertas tecnológicas e dava espaço para a burguesia crescer.
·        Acúmulo de capitais: no plano econômico, a Inglaterra possuía uma importante zona de livre comércio, o governo Crowmeel alagou esse espaço, ao cercar os campos na Irlanda, Escócia e País de Gales. A burguesia fortaleceu e ampliou seus domínios, e é criado um sistema bancário por volta de 1640.
·        Controle de capitais no campo: com a burguesia controlando os campos dos países dominados pela Unificação Britânica, foi fácil desenvolver mecanismos agrícolas e os  centros urbanos ganharam mais espaço industrial.
·        Crescimento populacional: com os avanços tecnológicos, a mortalidade caiu, com isso teremos, mas mão de obra disponível para as fábricas.
·        Posição geográfica: a Inglaterra está localizada à margem da Europa Ocidental, com acesso rápido tanto pelo mar Mediterrâneo quanto pelo Oceano Atlântico, o que facilitava o escoamento da produção.
·        Jazidas de carvão: A Inglaterra também possuía grande minas de carvão, matriz energética da época, o que garantia uma produção continua nas fábricas.

Capitalismo, Progresso e Exploração

A partir da Revolução Industrial, o capitalismo se estabeleceu como principal modelo de produção europeu, a economia transformou-se, tendo  a indústria como atividade econômica principal. Porém essas indústrias competiam entre elas o que podia gerar os trustes e monopólios.
*Trustes → associação financeira que realiza a fusão de várias empresas em uma só.
* Monopólios→ quando um determinado serviço é oferecido por uma única empresa, o que gera dependência do  consumidor e nem sempre um melhor serviço.

Relação Capital X Trabalho

A partir da Revolução Industrial, o setor mais importante da burguesia passou a ser denominado capitalista. Para desenvolver seus interesses, esta classe passou a lutar pelo liberalismo econômico, ampliação de mercados consumidores e mão de obra.
As relações sociais despontam agora para duas classes sociais: a dos que capitalistas, que precisam explorar o trabalho para ter lucro; e a dos trabalhadores  explorados pelo capitalista,tornando-se proletários.
Nesse aspecto, os trabalhadores são os que mais sofrem a exploração dos patrões, pois necessitam vender sua força de trabalho, e como não possuem os meios de produção acabam trabalhando até 18 h diárias sem nenhum direito trabalhista.








As Lutas dos Explorados

Na Inglaterra, país mais industrializado do século XIX, com um número enorme de operários, será também o primeiro  a sofrer as reações da classe trabalhadora.
A máquina que ao mesmo tempo aumenta o lucro do patrão,causava desemprego, e foi neste sentido que vieram as primeiras resistências.
·        Ludismo: Ned Ludd, operário que perdeu o emprego por conta das máquinas, iniciou  em um ataque feroz, destruindo  uma oficina têxtil. Não tardou para que em outras fábricas os trabalhadores partissem para a prática de destruir as máquinas, aterrorizando os burgueses. Esse movimento se chamou ludismo.
·        Cartismo: em 1836, foi fundada “Associação dos Operários”, sua principal batalha era o voto sufrágio universal, em 1837, esta associação redigiu e enviou uma carta ao Parlamento exigindo não só o direito de voto a todos os cidadãos, mas também, igualdade nos distritos eleitorais e o voto secreto. Dentro deste movimento havia duas correntes opostas: a força moral, que pregava a luta por meios pacíficos; e a força física, que pregava a luta pelos direitos dos trabalhadores  por meio de armas.
Esse movimento obteve grandes vitórias, tais como: proibição do trabalho infantil (1833); lei de imprensa (1836), reforma no código penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842),e  a lei da jornada de trabalho de 10 h (1847).







As Teorias Sócio Econômicas

Para justificar tal exploração, vários teóricos vão interpretar a nova realidade social.
·        Do lado capitalista teremos:
Adam Smithconsiderado o pai do Liberalismo Econômico, será o principal formulador da teoria do livre comercio e da livre produção. Segundo Smith, o Estado não deveria controlar a produção, apenas garantir a segurança e a ordem, deixando a propriedade privada controlar a economia.
·        Do lado socialista teremos:

Karl Marx→ principal  teórico socialista, pregava a luta das classes e a revolução proletária. Marx foi o único a mostrar como o capitalismo se apropria do trabalho, através da mais-valia.
*Mais Valia: trabalho realizado pelo empregado e não remunerado, gerando um grande lucro ao capitalismo.

Mikail Baukunin→ Principal teórico do anarquismo, pregava que a luta de classes deveria ser aprofundada, com o suprimento do Estado e suas forças de opressão. Para os anarquistas, a construção da sociedade deve ser horizontal, com a participação efetiva de todos.