segunda-feira, 21 de maio de 2018

Revolução Industrial T.202 e 204


REVOLUÇÃO INDUSTRIAL

A partir de 1750, iniciou-se na Europa um grande processo de transformação social e econômico. Este processo trouxe novas formas de relação de trabalho e no processo produtivo. Foi responsável pelo surgimento das ideias iluminista e da chegada efetiva da burguesia ao poder. Esse conjuntos de transformações ficou conhecido como Revolução Industrial.

Os Avanços Tecnológicos e  Industrialização

A Revolução Industrial é o conjunto de transformações que alteraram a vida da Europa Ocidental durante toda metade do Século XVIII e XIX.
Essa transformação está ligada diretamente à substituição do trabalho artesanal, que utilizava ferramentas, pelo trabalho assalariado, que utiliza máquinas.

O Desenvolvimento da Produção

O crescimento da produtividade econômica, durante a Idade Média, desenvolveu-se principalmente através do aperfeiçoamento da organização da produção e pelo avanço técnico. Essa transformação ocorreu em três fases distintas:
1º fase: Produção Artesanal 1750-1850
A princípio a produção era artesanal, dentro das Corporações de Ofício. Neste estágio, o produtor exercia pleno controle da produção, não havendo divisão do trabalho entre as pessoas. As oficinas eram prioritariamente familiares, e o artesão passava seus conhecimentos de pai para filho. O artesão também era dono das ferramentas, da matéria prima, do produto e controlava o lucro.

2º fase: Produção Manufatureira ou Maquinicista  1850- 1900
Neste estágio o artesão é engolido pelas grandes oficinas, que possuem máquinas rudimentares, movidas a carvão, essas oficinas dispunham de um grande número de trabalhadores e ferramentas, que seguiam as orientações dos gerentes de produção. Foi nesse estágio que se inaugurou a divisão do trabalho produtivo. Cada operário realizava uma etapa no processo produtivo.
* Modelo fordista → criado por Henry Ford em 1870, dividia o trabalho na montagem dos carros em várias etapas, aonde o trabalhador perdia o controle do que foi produzido e do lucro gerado. Esse modelo de produção vigorará  até a Segunda Guerra Mundial.

3º fase: Produção Mecanizada - Informatizada 1900/1980  até os dias atuais
Neste estágio da produção, a mão de obra humana vai sendo gradativamente substituída pela máquina, e após a Segunda Guerra, pelos computadores, o que ao longo do tempo vai gerar um vácuo no mercado de trabalho, e principalmente necessitará de mão de obra com altíssima qualificação.

*Modelo toiotista→ criado no Japão do pós guerra, nesse modelo um único trabalhador será capaz de dar conta de várias etapas da produção. Nesse modelo há uma real diminuição da mão de obra humana.

Pioneirismo Inglês
A Inglaterra será o berço da industrialização, um conjunto de fatores explica esse fenômeno.

·        Modelo de absolutismo: Desde o governo de Elizabeth I, a Inglaterra não utilizava o mercantilismo puro e simples. A rainha incentivava novas descobertas tecnológicas e dava espaço para a burguesia crescer.
·        Acúmulo de capitais: no plano econômico, a Inglaterra possuía uma importante zona de livre comércio, o governo Crowmeel alagou esse espaço, ao cercar os campos na Irlanda, Escócia e País de Gales. A burguesia fortaleceu e ampliou seus domínios, e é criado um sistema bancário por volta de 1640.
·        Controle de capitais no campo: com a burguesia controlando os campos dos países dominados pela Unificação Britânica, foi fácil desenvolver mecanismos agrícolas e os  centros urbanos ganharam mais espaço industrial.
·        Crescimento populacional: com os avanços tecnológicos, a mortalidade caiu, com isso teremos, mas mão de obra disponível para as fábricas.
·        Posição geográfica: a Inglaterra está localizada à margem da Europa Ocidental, com acesso rápido tanto pelo mar Mediterrâneo quanto pelo Oceano Atlântico, o que facilitava o escoamento da produção.
·        Jazidas de carvão: A Inglaterra também possuía grande minas de carvão, matriz energética da época, o que garantia uma produção continua nas fábricas.

Capitalismo, Progresso e Exploração

A partir da Revolução Industrial, o capitalismo se estabeleceu como principal modelo de produção europeu, a economia transformou-se, tendo  a indústria como atividade econômica principal. Porém essas indústrias competiam entre elas o que podia gerar os trustes e monopólios.
*Trustes → associação financeira que realiza a fusão de várias empresas em uma só.
* Monopólios→ quando um determinado serviço é oferecido por uma única empresa, o que gera dependência do  consumidor e nem sempre um melhor serviço.

Relação Capital X Trabalho

A partir da Revolução Industrial, o setor mais importante da burguesia passou a ser denominado capitalista. Para desenvolver seus interesses, esta classe passou a lutar pelo liberalismo econômico, ampliação de mercados consumidores e mão de obra.
As relações sociais despontam agora para duas classes sociais: a dos que capitalistas, que precisam explorar o trabalho para ter lucro; e a dos trabalhadores  explorados pelo capitalista,tornando-se proletários.
Nesse aspecto, os trabalhadores são os que mais sofrem a exploração dos patrões, pois necessitam vender sua força de trabalho, e como não possuem os meios de produção acabam trabalhando até 18 h diárias sem nenhum direito trabalhista.








As Lutas dos Explorados

Na Inglaterra, país mais industrializado do século XIX, com um número enorme de operários, será também o primeiro  a sofrer as reações da classe trabalhadora.
A máquina que ao mesmo tempo aumenta o lucro do patrão,causava desemprego, e foi neste sentido que vieram as primeiras resistências.
·        Ludismo: Ned Ludd, operário que perdeu o emprego por conta das máquinas, iniciou  em um ataque feroz, destruindo  uma oficina têxtil. Não tardou para que em outras fábricas os trabalhadores partissem para a prática de destruir as máquinas, aterrorizando os burgueses. Esse movimento se chamou ludismo.
·        Cartismo: em 1836, foi fundada “Associação dos Operários”, sua principal batalha era o voto sufrágio universal, em 1837, esta associação redigiu e enviou uma carta ao Parlamento exigindo não só o direito de voto a todos os cidadãos, mas também, igualdade nos distritos eleitorais e o voto secreto. Dentro deste movimento havia duas correntes opostas: a força moral, que pregava a luta por meios pacíficos; e a força física, que pregava a luta pelos direitos dos trabalhadores  por meio de armas.
Esse movimento obteve grandes vitórias, tais como: proibição do trabalho infantil (1833); lei de imprensa (1836), reforma no código penal (1837), regulamentação do trabalho feminino e infantil (1842),e  a lei da jornada de trabalho de 10 h (1847).







As Teorias Sócio Econômicas

Para justificar tal exploração, vários teóricos vão interpretar a nova realidade social.
·        Do lado capitalista teremos:
Adam Smithconsiderado o pai do Liberalismo Econômico, será o principal formulador da teoria do livre comercio e da livre produção. Segundo Smith, o Estado não deveria controlar a produção, apenas garantir a segurança e a ordem, deixando a propriedade privada controlar a economia.
·        Do lado socialista teremos:

Karl Marx→ principal  teórico socialista, pregava a luta das classes e a revolução proletária. Marx foi o único a mostrar como o capitalismo se apropria do trabalho, através da mais-valia.
*Mais Valia: trabalho realizado pelo empregado e não remunerado, gerando um grande lucro ao capitalismo.

Mikail Baukunin→ Principal teórico do anarquismo, pregava que a luta de classes deveria ser aprofundada, com o suprimento do Estado e suas forças de opressão. Para os anarquistas, a construção da sociedade deve ser horizontal, com a participação efetiva de todos.








Nenhum comentário:

Postar um comentário