terça-feira, 20 de agosto de 2013

19-26/08, 02 e 09/09:Aula 3°ano E.M. CapitalismoXSocialismo:O Mundo em Guerra Fria



Ao fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo assistirá a um longo conflito ideológico entre as duas maiores potências do pós-guerra: EUA e URSS.
O confronto de interesses e de ideologia política dessas duas nações entre 1945/1990 serão responsáveis por vários conflitos em todos os continentes do Planeta. Afinal, quem dominasse mais teria o melhor mercado consumidor.

A Guerra Fria

Durante a II Guerra, a URSS avançou e libertou todos os países do leste europeu, com isso o país emergia no pós-guerra como uma das maiores potências militares e políticas do mundo.
Os países de economia capitalista alarmados com esse crescimento, a tal ponto de Churchill declarar em 1945: “ A ameaça soviética, no meu entender, já tomou o lugar o inimigo nazista”.
Para os defensores do mundo capitalista, os temores de Churchill não eram infundados. O comunismo realmente avançara pela Europa, não só no Leste, mas também em países tradicionalmente capitalistas, tais como: França, Itália e Grécia. Era preciso conter esse avanço.
No caos econômico que a Europa estava ao final da II Guerra, os americanos avaliaram que só seria possível evitar o comunismo através de ajuda financeira. Neste aspecto, os americanos tinham razão, por isso foi elaborado um plano de ajuda para reerguer a Europa.
Em 1947, o economista Geoge Mashall, secretario de estado norte-americano, elaborou o Plano Mashall. Esse plano tinha como meta investimento na reconstrução das cidades e das economias dos países envolvidos no conflito.
Longe de ser um plano de ajuda desinteressada, o Plano Mashall, tinha claro o propósito de intervir diretamente na economia européia. Além de expandir a própria economia norte-americana.
No Japão, também foi aplicada ajuda para a reconstrução do país, afinal depois de duas BAs, era necessário deter o ódio dos japoneses pelos americanos.

 Os Conflitos Gerados Pela Guerra Fria

A Disputa por Berlin

A disputa por Berlin no final da II Guerra, a Alemanha ficou dividida em 4 zonas de influência. Berlin havia ficado com os Soviéticos, porém suas ferrovias e rodovias eram controladas pelos países capitalistas. Para forçar a saída desses países de Berlin, Stalin ordenou o bloqueio das estradas, mas o trafego aéreo funcionava normalmente o que fez com que o bloqueio não funcionasse.
Durante o bloqueio, as potências unificaram suas zonas de ocupação e formaram a República Federal da Alemanha (RFA), com capital em Bonn. Criaram ainda, em 1949, a OTAN ( Organização do Tratado do Atlântico Norte), que tinha como principal objetivo uma aliança militar para defender os povos da ameaça soviética. Essa aliança era liderada pelos EUA. Neste bloco estavam, Inglaterra, França, Bélgica, Holanda, Itália, Canadá, Grécia, Portugal, Noruega e outros.
A URSS, organizou sua área de comando formando a República Democrática Alemã (RDA), com capital em Berlin. Como resposta a OTAN, a URSS cria o Pacto de Varsóvia, em 1955, que tinha como principal objetivo ajuda mútua em caso de agressão armada, consulta sobre problemas de segurança e questões políticas. Neste bloco estavam: URSS, Techeslováquia, Iuguslávia, Polônia, Hungria, Romênia e Alemanha Oriental.
Berlin voltaria ao cenário Universal em 1961, quando a URSS constrói  o Muro de Berlin, fechando a fronteira entre a RDA e a RFA. O muro será o símbolo máximo da divisão do mundo.

A Guerra da Coréia

Outro confronto que envolveu os dois blocos econômicos foi a Guerra da Coréia. Durante a II Guerra, a Coréia esteve sob o domínio do Japão, e na divisão do pós guerra ficou dividida em duas. O norte com influencia Russa, e o sul sob influencia norte-americana.
Em 1950, o norte invadiu o sul, com o propósito de unificar o país. Forças da ONU, composta por soldados americanos rechaçaram a invasão e atacaram o norte.
O conflito durou três anos, e terminou empatado. A Coréia segue dividida em duas até hoje.
Revolução Cubana

Na década de 1950, Cuba dependia dos EUA inteiramente, toda sua produção de açúcar, principal produto de exportação da ilha ia para os americanos. Pouco industrializado Cuba importava tudo dos americanos. Os reflexos disso era miséria, analfabetismo, péssimas condições de higiene e saúde. Em 1952, através de um golpe de estado, Fulgênio Batista assume o poder, cancela a Constituição, e entrega de vez o país aos americanos.
Com graves problemas de corrupção, o jogo e a prostituição atraiam os turistas norte americanos, que fizeram da ilha seu balneário.
Em 1953, Fidel castro tenta derrubar o governo ditador, mas fracassa e é preso. Em 1956, anistiado Fidel segue para o México, aonde conhece Che Guevara.  Os dois organizam um grupo de 72 homens e seguem para Cuba. No desembarque são atacados e refugiam-se na floresta de Sierra Maestra. Apoiados por camponeses e militantes urbanos, o movimento guerrilheiro cresceu.
Em 1959, liderados por Fidel, os guerrilheiros chegam a Havana, derrubam Fulgêncio e instalam o primeiro governo socialista na América.
O governo desapropriou os grandes latifúndios e nacionalizou empresas, muitas delas norte-americanas.
Em 1962, um grupo de  exilados tentam retornar a Cuba, com o apoio da CIA, mas foram derrotados na Baía dos Porcos. Neste mesmo ano os EUA rompem relações diplomáticas coma Ilha, isolada no continente americano, Cuba se aproxima da URSS e da China, e recebe do governo Soviético mísseis de longo alcance para se protegerem de possíveis invasões dos americanos. O presidente Kennedy ameaçou invadir a ilha, e Fidel ameaçou mandar os mísseis direto para Miami. A URSS, retira os mísseis da Ilha e os americanos a expulsa da OEA (Organização dos Estados Americanos), decretando o bloqueio econômico a Cuba.

Revolução Chinesa

A China era dominada pela Inglaterra desde 1860, quando saiu derrotada na Guerra do Ópio 1840-1860. Durante a II Guerra, foi invadida pelo Japão, porém sempre houve movimentos nacionalistas na China, que lutavam pela independência  total do país.
Em 1946, a Inglaterra se retira da China. Os americanos colocam no poder o ditador Chang Kai-Chek. O Exército de Libertação Nacional, liderados por Mao Tsé Tung, inicia-se uma batalha interna para derrubar o governo, com a ajuda da URSS, o governo de Kai-Chek é deposto. Nasce a República Popular na China.
Mao Tsé Tung promove a coletivização das terras, reunindo os camponeses em cooperativas, em 1958 lançou o programa Grande Salto Para Frente, que pretendia aumentar a produção agrícola, mas medidas erradas, como combater os pardais que se alimentavam dos grãos de arroz, mas também combatiam os gafanhotos, praga natural dos arrozais. O programa foi um fiasco, pois acabou acarretando escassez de alimentos, fome e morte no campo.
Enfraquecido politicamente, após o fracasso do grande Salto e do afastamento da URSS, por problemas políticos, Mao Tse Tung, deflagrou a Revolução Cultural, em 1966.
Entre 1966-1976, a China mobilizada pela juventude, perseguiu, prendeu e matou todos que se atrevessem a discordar do governo. Na prática Mao Tse Tung lançou à China em uma ditadura igual à Soviética dos tempos de Stálin. Economicamente frágil e politicamente confusa, a China segue sem liberdade até hoje.

Independência da Índia

Durante  todo século XIX e boa parte do século XX, a Inglaterra reinou absoluta na Ásia, e a Índia era a sua colônia mais rica. A partir de 1885, alguns hindus que haviam estudado na Europa iniciaram um longo e penoso processo de independência que só finalizaria em 1947.
Nos anos 20, Mahatma Gandhi, defensor de métodos pacíficos e da desobediência civil, começou sua luta através do boicote aos produtos ingleses e o não pagamento de impostos. A reação inglesa foi severa com o uso da violência, o que acarretou muitas mortes. Isso desmoralizava a Inglaterra no cenário mundial.
Com essa estratégia, e com o enfraquecimento inglês após a guerra, a Índia conseguiu sua independência em 1947, porém isso não garantiu crescimento e liberdade ao país.
Fechado em castas e com vários grupos étnicos e religiosos, a Índia não atingirá o desenvolvimento sócio-econômico, e muito menos industrial.
Hoje a índia vive problemas de território com o Paquistão, na região da Cachemirra. Bangladesh e o Sri Lanka não se reconhecem como territórios indianos, o que acirra ainda mais as disputas territoriais dentro da região.

Guerra do Vietnã

A Indochina, localizada no sudoeste da Ásia, foi dominada pelos franceses durante todo século XIX. Durante a Segunda Guerra, o Japão ocupou a região, e com o fim do conflito essa área seria disputada por todos os aliados.
Liderados por Ho Chi Min, os comunistas proclamaram a independência do país, no entanto a França não reconheceu a independência, e em 1946 teve início uma guerra entre a França e a Indochina, aonde a França sairia derrotada em 1954.
No mesmo ano a Conferência de Genebra, na Suíça, dividiu a região em três estados independentes: Laos, Camboja e Vietnã. O Vietnã ficou dividido em dois: norte, capital Hanói sob o comando dos comunistas e o sul capital Saigon, capitalista. Em Genebra ficou acertado que haveria eleições, e o povo decidiria o futuro do país.
Com medo da vitória comunista, os norte-americanos não permitiram que as eleições acontecessem. Os vietnamitas que viviam na parte sul, mas eram comunistas organizaram a Frente de Libertação Nacional, com o objetivo de unificar o país.
Os EUA intervieram militarmente para evitar a unificação, é neste contexto que entre 1963-1973, um longo e sangrento conflito ocorreu na região, e o primeiro com presença real dos americanos.
O Vietnã recebeu apoio da URSS, China, Coréia e Cuba, e mesmo tendo supremacia bélica, os americanos amargaram derrotas vergonhosas.
Esse foi o primeiro conflito armado, a ser mostrado na TV, o que gerou na opinião pública mundial grande desconforto, e a própria população americana se colocou contra a guerra.
Em 1973, esgotados os EUA saem do Vietnã derrotados, e o país se unifica sob a influência socialista.

Conflito Árabe-Israelense

No Oriente Médio, o processo de descolonização foi um dos mais longos. A principal causa foi à criação do estado de Israel dentro do território da Palestina em 1947.
Após a Primeira Guerra, com o desmembramento do Império Otomano, o Oriente Médio ficou sob o controle da França e Inglaterra e após a Segunda Guerra, dentro do acordo de desocupação, os países foram conquistando suas independências: Líbano 1941, Síria e Jordânia 1946 e o Kuwait 1961.
A Palestina continuou sob a influência inglesa, tanto que em 1918 a Declaração de Balfour, um compromisso do governo inglês em criar um estado judaico.
As primeiras décadas do Século XX, foram marcadas por um fluxo imigratório cada vez maior de judeus na região, que se assentaram em territórios da Palestina. Essas pessoas eram estimuladas e financiadas pelo movimento sionista, cujo principal objetivo era a criação do Estado de Israel.
Após a II Guerra, e os horrores dos campos de concentração nazistas, a ONU conseguiu com a autorização dos americanos e soviéticos, dividir a Palestina para formação do Estado de Israel. Assim, em 1948, é criado o Estado de Israel, com capital em Telavive.
As tensões nunca diminuíram na região, Israel, financiado pelos EUA, que até hoje tem muito interesse na região, partiu para expansão territorial, fugindo em muito, do traçado original da ONU, não só expandindo-se dentro das terras palestinas, mas também ocupando territórios da Síria, Jordânia e Egito, na Guerra dos Seis Dias em 1967.
Nas décadas de 1960 e 1970, a região foi palco de várias ações bélicas. Em 1964, Yasser Araf cria a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).
Vários acordos foram tentados na década de 1990.
Em 2004, Araf morre sem ter conseguido legitimar o Estado da Palestina.





África Portuguesa

Um dos últimos impérios coloniais a ruir dentro da Guerra Fria foi o português na África.
Desde 1950, havia movimentos separatistas em Moçambique, Angola e Guiné. Porém somente em 1974, o regime salazarista foi derrubado em Portugal pela Revolução dos Cravos, iniciando uma nova política para as colônias africanas portuguesas.
Neste ano, Portugal reconheceu a independência da Guiné Bissau, em 1975 de Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe e Cabo Verde.
Porém, os estragos sociais e econômicos levaram esses países a atritos internos. Angola mergulhou numa guerra civil entre forças socialistas e capitalistas, que durou até 2002.


A Guerra Fria na América Latina

Os ingleses dominaram o cenário internacional desde o início do século XIX até a II Guerra. Ao final da Guerra, a Inglaterra perde sua hegemonia política e econômica, o espaço agora é dominado pelos EUA.  A Doutrina Monroe será aplicada na íntegra dentro do continente americano.

Construção do Canal do Panamá

Os EUA tinham interesse em abrir um canal marítimo que facilitasse o escoamento de produtos para Europa através do Oceano Atlântico. O lugar escolhido foi a América Central, mas precisamente o Panamá, aonde a Colômbia já havia iniciado obras. Os americanos provocaram a falência da empresa construtora e compraram os direitos da obra da Colômbia, que impôs várias restrições aos americanos. Para acabar com os problemas, os americanos insuflaram a independência do Panamá em 1903. Liberto o novo país não só permitiu a construção do canal que ficou pronto em 1914, como também sua exploração perpétua pelos americanos.
Em 1977, iniciaram as negociações pela devolução do canal ao Panamá, porém o Canal só foi devolvido em 2000.

A Guerra Fria e as Ditaduras Militares na América Latina

Entre 1950 e 1960, a Guerra Fria provocou o acirramento das tensões em várias regiões do mundo. Na América latina, esse clima beligerante chegaria após a Revolução Cubana de 1959, pois os EUA passaram a intervir em todo e qualquer país que se aproximasse dos ideias marxistas.

EL Salvador: é um pequeno país da América Central, cuja  base econômica é a agricultura.
Em 1932, um levante popular liderado por Farabuto Martí tentou implantar o comunismo no país mais foi sufocado. Nos anos seguintes o país viveu períodos de democracia e ditaduras.
Na década de 1970, grupos de extrema direita e guerrilheiros marxistas travaram uma guerra civil no país.
Nos anos 80, a guerra tomou proporções de genocídio, e a ONU interviu, os EUA financiavam os contra-revolucionários. Somente em 1990, a ONU consegue um cessar fogo pondo fim a uma guerra civil que deixou um saldo de 75 mil mortos.

Nicarágua: nos anos 70, com apoio dos militares e dos americanos, a família Somoza governa o país. Mergulhado em corrupção e miséria a Nicarágua parecia o quintal dos americanos. No interior do país a frente sandinista de Libertação nacional, travava pequenas lutas de guerrilha. Em 1990, a guerrilha depôs o presidente Somoza, mas a presença americana prejudicava o desenvolvimento do país. Somente em 1990, a Nicarágua pode organizar uma eleição livre, quando sobe ao poder Daniel Ortega, líder da guerrilha sandinista.

Chile: O Chile sempre foi governado pelas elites agrária, que com governos populistas levavam a população dentro de um padrão social, melhor do que os demais países da América Latina.
As eleições de 1970 levam ao poder o presidente Salvador Allende, que não chegava a ser um comunista, mas defendia a autonomia chilena. Algumas medidas adotadas por Allende, tais como: nacionalização das minas de minério de ferro e reforma agrária, desagradaram os americanos. A CIA infiltrada no país apóia o golpe de estado comandado pelo gen. Augusto Pinochet.
Allende é assassinado e o país mergulha numa das mais ferozes ditaduras da América do Sul.
Somente em 1988, Pinochet é deposto e acusado pelos crimes de assassinato, desaparecimento e atentados dentro e fora do país a dissidentes.

Argentina: governada por Juan Domingos Perón, um populista que se dizia acima do capitalismo e do comunismo. A Argentina mergulhará numa ditadura militar em 1973, ano da morte de Perón. Financiados pelos americanos, os militares argentinos sufocam qualquer tipo de esquerda no país.
Somente em 1983, com o fiasco da Guerra das Malvinas é que os militares são depostos no país.


























sábado, 10 de agosto de 2013

Atividade para as turma :2001,2002,2003, 2004, 3001 e 3002.
Clipe e letra da música publicados.
Após ver o clipe, descrever o papel da burguesia na vida das pessoas comuns.



Cotidiano de um Casal Feliz
(Jay Vaquer)

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele manda em tudo, em todos
Curte seu poder
E deixa a esposa em casa
Pra brincar no treco
De qualquer traveco
Em troca de prazer
Vai saber porque...
E a esposa anda malhada
Fez lipoescultura
E a falta de cultura
Nunca foi problema
Ela tem dinheiro
Pra dar e vender
Lê Paulo Coelho e seicho-no-iê
Vai saber porqUê... iê

E eles têm escravos
Disfarçados de assalariados
Diariamente humilhados
Se levantam cedo, se arrumam apressados
Têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Ele guarda no H.D.
Fotos de crianças nuas, pra tirar um lazer
Curte ver aquilo quando fica só
Ela conta os passos que dá no trajeto
Entre a terapia e a boca do pó
E até pensa em adotar alguma criatura,
Pode ser uma criança ou um labrador
Só depende da raça, depende é da cor
Quem pintar primeiro...
Ele faz como ninguém a cara de quem não sabe mentir
Pode admitir pra ocupar o vazio da relação
Mas com uma condição
Não quer dar banho, nem limpar merda o dia inteiro

Eles foram ver o show da Diana Krall
Que alguém falou que era genial
Gritaram uhuuu do camarote
Enchendo a cara de scotch

E eles têm escravos
Disfarçados de assalariados
Diariamente humilhados
Se levantam cedo, se arrumam apressados
Têm hora marcada pra falar com Deus

Alguém sabe dizer o que é normal?
Pode parecer tão natural

Aula de 07 e 14.08.2013 2°ano E.M

A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL

Como vimos Napoleão Bonaparte ocupou vários países da Europa, e Portugal não foi poupando pelas tropas napoleônicas.
Em 1806, com a decretação do Bloqueio Continental, todos os países europeus,estavam proibidos  de comercializar com a Inglaterra sob o risco de serem invadidos pelas tropas francesas.
Portugal estava comprometido com a Inglaterra através do Tratado de Methuen, e não podia respeitar o Bloqueio. Assim, Portugal foi invadido por Napoleão e D. João VI, auxiliado pela Inglaterra foge para o Brasil.

Abertura dos Portos

A chegada da Família Real trouxe para o Brasil um novo status: o de vice-reino de Portugal e Algarves. A primeira medida tomada pelo príncipe regente foi à abertura dos portos às nações amigas (Inglaterra), como isso à colônia passou a comercializar livremente com os ingleses afrouxando assim o Pacto Colonial. Porém, com as tarifas mais baixas, os ingleses inundaram a colônia com seus produtos, atrasando ainda mais o processo industrial brasileiro.

Outras Medidas tomadas por D. João foram:
·        Fundação do Banco do Brasil;
·        Criação do Jardim Botânico;
·        Criação da imprensa régia;
·        Autorização para a impressão de livros, jornais na corte, até então proibidas;
·        Missão artística encabeçada por Debret;
·        Abertura de escolas e universidades;
·        Confisco de muitas casas e expulsão dos proprietários para a acomodação da corte;
·        Racionamento de alimentos por parte da população para alimentar melhor a corte.




As Rebeliões do Período

Revolução Pernambucana 1817

Descontentes com a atenção da Corte apenas para o Rio de Janeiro, em 1817 eclode a Revolução Pernambucana. Esta visava à separação do Brasil de Portugal e a implantação da República nos moldes norte-americano, ou seja, um estado liberal.
O movimento contou com a participação maciça da população, mas foi sufocado em 74 dias. Seus principais líderes foram executados.

Revolução Liberal do Porto 1820

Após a expulsão dos franceses do território português, e com o rei no Brasil, Portugal estava sem liderança política, o que foi um prato cheio para os liberais, que desejavam acabar com o absolutismo.
Os revoltosos queriam uma monarquia parlamentar e exigiam a re-colonização do Brasil, e é claro à volta do rei ao país. Sem mais motivos para continuar por aqui, e temendo perdera coroa, D. João VI retorna a Portugal, deixando aqui seu filho, o príncipe regente D.Pedro.


A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL

Após a volta de D. João VI para Lisboa, D. Pedro assuma as rédeas da colônia. Por sua vez a aristocracia rural e os comerciantes temendo perder sua liberdade de comércio, começam a pressionar D. Pedro a romper com Portugal.

Dia do Fico

Os liberais portugueses não admitem perder seus lucros com o fim do Pacto Colonial e passam a pressionar D. Pedro a voltar para Portugal. Entretanto, D. Pedro tinha planos de ficar e se tornar o novo imperador do Brasil. Assim, em 09 de janeiro de 1822, sob forte pressão popular D. Pedro se recusa a voltar a Portugal. É o famoso Dia do Fico.


Sete de Setembro

No final de agosto de 1822, D. Pedro viaja para São Paulo, nas margens do rio Ipiranga, recebe uma carta vinda de Portugal exigindo sua volta imediata ao país, sob risco das tropas portuguesas de invadirem o Brasil, e criando novas normas a serem adotadas pela colônia. D. Pedro não aceita e proclama a independência do Brasil.
A guerra de independência brasileira,é bem mais curta do que da América espanhola. O imperador sendo português e com a mediação da Inglaterra o processo de transição foi bem mais fácil.
A construção da nação brasileira, veio através do império, o que evitou que o  país se esfacelasse em vários territórios como aconteceu com a América espanhola. Mas a nação brasileira nasce comprometida até os ossos com o capital inglês, e dele será dependente até o final da Segunda Guerra Mundial.






Aula de 12.08.1013-3°ano E.M

O BRASIL NO PÓS GUERRA

Após a deposição de Getúlio Vargas em 1945, o Brasil passará por um curto período de suposta democracia, já que dentro da lógica da guerra fria, o Partido Comunista ficará na clandestinidade a partir de 1947.
Este período será marcado pelo populismo, não só no Brasil mas, em toda América Latina.
* Populismo: fenômeno político que marcará a América Latina por quase todo século XX. Consiste no aliciamento das classes mais baixas, com programas  de ajuda imediata, que não são capazes de fornecer o crescimento dessas classes e sua saída da eterna dependência de programas “sociais”.
No Brasil, os governos que se seguiram foram todos populistas.

1946/1950- Eurico Gaspar Dutra: governa no início da guerra fria, em 1947 rompe relações diplomáticas com a URSS, e coloca o PCB na clandestinidade. Dutra intervém diretamente nos sindicatos, proibindo greves, não atende as necessidades do trabalhador rural, que como forma de luta cria as Ligas Camponesas, brigando pela reforma agrária.

1950/1954- Getúlio Vargas: a volta triunfal de Vargas ao poder, como presidente eleito pelo maior número de votos até hoje da história brasileira. Entre 1950 e 1951, Vargas adota inúmeras medidas para o país crescer. Para tanto cria o BNDE (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico), com o objetivo de aplicar os recursos públicos na pequena e média empresa.
Entre 1952 e 1953, descobrem-se às primeiras reservas de petróleo no Brasil, os americanos tentam se apoderar dessa fonte de riqueza, mas a campanha pelo petróleo é nosso, ganha força e Vargas funda a Petrobrás. Desagrada os americanos, que iniciam então uma campanha para derrubá-lo do poder.
O ano de 1953, é marcado por forte oposição da UDN (União Democrática Nacional), partido ultraconservador, que apóia os interesses americanos no Brasil, ao governo Vargas. Além disso, a oposição acusa Vargas de dar grande apoio à classe trabalhadora, o que faz crescer a influencia do PCB no campo trabalhista. O principal opositor é o jornalista Carlos Lacerda, que sofre um atentado em Copacabana. Todas as evidências do atentado recaem sobre Getúlio Vargas Não vendo outra alternativa,Vargas suicida-se em 24 de agosto de 1954.

1954/1956- Café Filho: vice de Getúlio teve grandes problemas para governar, inclusive de saúde, afastando-se inúmeras vezes do cargo, sendo substituído pelo pres. da Câmara. Em 1956, respeitando a Constituição é realizada nova eleição.

1956/1960- Juscelino Kubitschek: JK chega ao poder depois do frágil governo de café Filho, as forças da UDN tentaram um golpe para impedir a posse de JK, mas  o gen. Henrique Lott, ocupou a cidade com tanques de guerra garantindo a posse do presidente eleito.
O governo JK é marcado pelo Plano de Metas, que acelerou a industrialização no Brasil, mas também entregou abertamente a economia ao capital estrangeiro. JK é o autêntico populista. No seu Plano de Metas está incluído setores de energia e transporte, porém no campo nenhuma alteração, a situação é de penúria com os grandes latifundiários dando as cartas. As Ligas camponesas continuam sua luta pela reforma agrária.
A marca do governo JK é a construção da cidade de Brasília, a nova capital federal.

1960/1961- Jânio Quadros: Jânio chega à presidência  com a campanha da vassoura, que visava limpar toda a corrupção do país. Porém, Jânio se aproxima da URSS, e de Cuba, que tinha se tornado socialista em 1959, após a revolução liderada por Fidel Castro e Che Guevara. Guevara é condecorado com a medalha  Ordem do Cruzeiro do Sul, e João Goulart, seu vice, é enviado à China, também comunista, em missão diplomática. Nada disso agradava aos americanos, estávamos em plena guerra fria.
Na política interna, desvalorizou a moeda e congelou salários para conter a inflação.
Com forte oposição no Congresso, Jânio renunciou, sete meses após as eleições.

1961/1964- João Goulart: Goulart estava na China, quando Jânio renunciou. Numa manobra da UDN em conjunto com as forças Armadas, tentaram impedir a volta do vice ao país e sua subida ao poder. No Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, governador do estado e as tropas do Terceiro Exército ameaçou resistir caso  a constituição não fosse respeitada. Desta forma João Goulart pode voltar ao país e assumir a presidência. Porém, o Congresso aprovou a emenda que transformava o país em Parlamentarista.
A idéia não vingou e em 1963, um plebiscito trouxe de volta o presidencialismo ao Brasil.
Jango, não consegue a confiança nem das elites e nem do povo, seu governo é frágil, além de não realizar a tão sonhada reforma de base.
As reformas de base era um conjunto de mudanças que Jango queria impor ao Brasil, tais como: nacionalização de empresas, reforma agrária, reforma na educação, voto aos analfabetos e militares de baixa patente e imposto progressivo sobre a renda. Essas reformas abalariam o poder das elites e nada interessavam aos norte americanos.
No dia 13 de março de 1964, Jango realizou um comício na Central do Brasil, aonde prometeu realizar tais mudanças, em 19 de março, as forças reacionárias promoveram a Marcha da Família com Deus pela Liberdade. Estava lançada as bases para o golpe militar.
Em 31 de março, apoiado pela CIA, o Exército toma a capital do país, depondo o presidente João Goulart, prendendo todos os membros do governo. Estava iniciada a Ditadura Militar no Brasil.


terça-feira, 25 de junho de 2013

Segunda Guerra Mundial-24/06-01/07 3°ano E.M

SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

A criação da Sociedade das Nações em 1919 foi com claro intuito de impedir que um novo conflito das proporções da I Guerra voltasse a ocorrer. Porém a condição imposta à Alemanha pelo tratado de Versalhes, feriu seriamente o orgulho dos alemães, além disso, a crise de 1929 proporcionou o surgimento de regimes autoritários em toda Europa. Ao mesmo tempo Itália e Japão queriam aumentar seus domínios pelo mundo capitalista.
É neste contexto histórico que teremos um novo e mais feroz conflito armado internacional.

A Década de 1930: A configuração da Guerra

1931: o Japão invade a Manchúria, região pertencente à China. A agressão foi recebida pela Sociedade das Nações na forma de um simples protesto, mas nada de concreto foi realmente feito.
1933: a Alemanha rompe coma Sociedade das Nações.
1934: Hitler chega ao poder como primeiro ministro da Alemanha, a SS esmaga a oposição no episódio da Noite dos Longos punhais.
1935: a Alemanha volta a produzir armas e organizar exércitos, numa clara desobediência ao Tratado de Versalhes.
Mussolini invade a Etiópia  e Hitler ocupa a região da Renânia, fronteira com a França.
1936-1939: ocorre a Guerra civil Espanhola, disputa entre os republicanos marxistas contra os fascistas apoiado pelo general Francisco Franco.
Este conflito terá duas frentes: os marxistas tentando levar a revolução à Espanha, recebendo claro apoio da URSS e da Legião Estrangeira (comunista do mundo inteiro foram apoiar os espanhóis), e os governos fascistas da Europa, apoiando  o gen. Franco.
Na verdade, a Guerra Civil Espanhola foi um teste de armas, pois tanto Itália e a Alemanha de um lado e a URSS de outro, testavam suas forças dentro do território espanhol.
Os comunistas foram derrotados, numa clara traição do governo soviético, e a Espanha amargou mais de 20 anos de ditadura franquista.
1936: Hitler e Mussolini assinam o Pacto Ítalo-Germânico, o chamado Eixo Roma-Berlin. Em 1940, já com a guerra iniciada, esse pacto é estendido ao Japão, é o Pacto Anti-Komintern, que visava acabar com os comunistas no mundo.
1937: o Japão invade a China, num dos episódios mais sangrentos do pré-guerra.
1938: a Alemanha invade a região de Sudetos na Techeslováquia, alegando que a maioria da população era germânica, sob esse pretexto anexa também à Áustria.
Para resolver esse impasse França, Inglaterra, Itália e Alemanha se realizam a Conferência de Munique. Ficou acertado que a Alemanha ficaria com as regiões anexadas, mas não invadiria mais nenhum outro território.
1939: Em agosto, Hitler assina o Pacto Germânico-Soviético de Não Agressão. Hitler queria ganhar tempo, pois invadiria a URSS, tão logo fosse possível.
Na madrugada de 1 de setembro, a Alemanha invade a Polônia de surpresa.
Agora já não dava mais para fingir que nada acontecia. França e Inglaterra foram obrigadas a declarar guerra à Alemanha. Estava iniciada a mais mortífera guerra do Século XX.

O Avanço Alemão
1939: A URSS invade a parte da Polônia, que lhe cabia no acordo com Hitler, retalhada em duas, a Polônia se rendeu.
1940: utilizando a tática de guerra relâmpago, a Alemanha invade a Dinamarca, Noruega, Luxemburgo, Bélgica e Holanda. Esses Países tinham assinado acordo de neutralidade, não respeitado por Hitler.
A França também é ocupada pelos alemães no dia 14 de julho, data nacional dos franceses. O governo de Henry Pétain se rendeu e passou a colaborar com os nazistas. O gen. Charles  de Gaulle, fugiu para Inglaterra de onde organizou a resistência francesa, com o apoio da população.
1941: a Alemanha avança para o leste europeu, ocupando a Romênia, Hungria, Bulgária, Iuguslávia e Grécia. Ao mesmo tempo, as tropas alemães invadem as colônias inglesas na África.
Sem nenhuma declaração formal, os alemães invadem a URSS, em junho avançando em três frentes. A tática usada pelos russos foi deixar o inimigo entrar, porém as cidades eram destruídas pelos soviéticos. Com a chegada o inverno rigoroso, os soldados alemães começaram a sofrer inúmeras derrotas.
1942: os alemães são expulsos da África. Os aliados conseguem pesadas vitórias sobre os alemães.
1943: em janeiro, os alemães já haviam perdido cerca de 91 mil soldados na URSS, rendendo-se em Stalingrado. Entre julho e agosto, os aliados ocupam a Sicília, no norte da Itália. O Exército Vermelho marcha em direção a Berlin.
1944: em junho ingleses e americanos desembarcam na Normandia, litoral francês, é o Dia D, daí para frente os alemães sofrem derrotas pesadíssimas.
A FEB, com ajuda dos italianos e americanos vencem a batalha de Monte Castelo, e logo depois Roma é libertada. Mussolini e sua esposa são fuziladas.
1945: em abril, a Alemanha está totalmente aniquilada, no dia 30, Hitler e Eva Braum se suicidam. 08 de maio a Alemanha assina a rendição, é o fim da Guerra na Europa.

A Guerra no Pacífico
1940: Os interesses dos E.U.A no Pacífico estavam cada vez mais ameaçados pelo avanço japonês na região. Os E.U.A, se aproximou da Inglaterra Roosevelt(Pres. americano) e Churchill(Primeiro ministro inglês), assinaram a Carta do Atlântico, aonde fecharam uma série de princípios para a política internacional.
1941: a marinha e aeronáutica japonesa, atacam a Base aérea norte-americana de Pearl Habour, no Havaí. Foi um ataque surpresa, que destruiu quase que toda frota norte-americana. Os E.U.A entram na guerra.
1942: o Japão ocupa a Malásia, Filipinas, Hong-Kong, Birmânia e várias ilhas do Pacífico. A contra-ofensiva dos americanos infringe pesadas derrotas aos japoneses.
1943-1945: o Japão sofre sucessivas derrotas e vai perdendo todos os territórios até então ocupados
1945: com a Alemanha e Itália derrotadas, o Japão permanece sozinho no conflito. Na tentativa de não se renderem usam todos os recursos disponíveis, inclusive os pilotos suicidas, os kamikazes.
Nos dias 06 de 08 de agosto, os E.U.A, lançaram sobre Hiroshima e Nagashaki, as bombas atômicas, a mais letal até então desenvolvida.
Totalmente destruído e com mais de 200 mil civis mortos, o Japão assina a rendição em setembro.
O uso das BAs foi um claro aviso aos soviéticos, já que o Japão estava esgotado, e não tardaria para assinar a rendição.







O Genocídio

Desde que subiu ao poder, Hitler demonstrava claramente seu ódio contra as minorias raciais na Alemanha. Em 1935, os judeus e ciganos são proibidos de casar com alemães. Pedem também seus direitos civis.
Em 1938, os alemães começam a enviar grupos de judeus, ciganos, deficientes físicos, negros, eslavos, comunistas, anarquistas e homossexuais aos campos de trabalho forçado.
1939: com a invasão à Polônia, os judeus são confinados em guetos, bairros fechados e policiados, o mais conhecido foi o Gueto de Varsóvia.
1942: O Departamento de Segurança Alemão decidiu pelo extermínio em massa em campos de concentração. Ao todo são construídos seis na Polônia: Auschwitz, Chelmo, Treblina, Majdnek, Sobibor e Belzec. Ao todo 6 milhões de judeus, 3 milhões de ciganos  e milhares de outras etnias morreram nestes campos.

Os Acordos de Paz

1942: Inglaterra, E.U.A e URSS começam a negociar,quem ficaria com o que ao final do conflito.
1943: Conferencia de Teerã: a Alemanha seria dividida em 4 zonas de influência, e a URSS ficaria com os Bálcãs.
1945: Conferência de Yalta , reafirma a divisão da Alemanha.
 Conferência de Postsdan, divide a Alemanha é dividida entre a Inglaterra, E.U.A, França e URSS. Além disso, a Alemanha deveria pagar indenização aos países vencedores, e é criado o Tribunal de Nuremberg, para julgar os crimes de guerra cometidos pelos nazistas.
É criada a Organização das Nações Unidas, em substituição a Liga das Nações. A ONU não tem como única finalidade preservar a paz, mas também acompanhar os países em desenvolvimeto, além de organizar as leis sobre o trabalho, cuidar da infância e dos direitos humanos.

A Segunda Guerra Mundial teve um saldo de 50 milhões de mortos entre civis, militares e minoria étnicas. Ao final do conflito a Europa estava arrasada economicamente. Inglaterra e França perdiam seu status de maiores potências, nascendo agora, duas grandes e antagônicas potências econômicas, sociais e políticas: URSS e os E.U.A., iniciando o período denominado Guerra-Fria.

terça-feira, 4 de junho de 2013

A Era Vargas-aula 3° ano E.M-03.06.2013

O BRASIL DA ERA VARGAS 1930/1945

A Revolução de 1930

Em 1929, Washington Luís, então presidente do Brasil, lançou como sucessor outro paulista, Julio Prestes. Essa candidatura rompia com o acordo  SP-MG, pois será a vez de um  candidato mineiro.
A reação dos mineiros, foi se aliar ao grupo do Rio Grande do Sul e à Paraíba, formando a Aliança Liberal, cujos nomes eram de Getúlio Vargas e João Pessoa.
Era esse o quadro político do Brasil, enquanto o mundo vivia a crise de 1929. Washisgtom Luís não adotou nenhuma medida salvadora para os cafeicultores paulistas, o que fez perder apoio nas eleições. Por outro lado, o programa da AL, era inovador. Prometia atender as reivindicações dos trabalhadores, anistiar os tenentes e modernizar a vida pública, adotando o voto secreto. Assim, Vargas recebe apoio de boa parte da sociedade.
Mas valendo-se do uso da fraude, Julio Prestes é eleito em março de 1930. Em julho é assassinado na Paraíba, João Pessoa. O crime nada teve a ver com política, mas a AL capitaneou o acontecido e iniciou-se um movimento no Rio grande do Sul, Paraíba, Minas Gerais e Pernambuco. O único que ficou de fora foi Luís Carlos Prestes, que a essa altura já era marxista e regava a revolução armada.
Em 3 de novembro de 1930, Getúlio Vargas chegam ao Rio de Janeiro, e com o apoio do Exército depões Washigton Luís, Julio Prestes estava na Europa, fechando acordo para seu mandato, e não pode retornar ao país. Chegava ao poder Getúlio Vargas, e nele permanecerá até 1945.

No campo trabalhista é inegável as mudanças ocorridas neste período. Vargas nomeou Lindolfo Collor para Ministro do Trabalho, e revolucionou a chamada questão social.
Foi formuladas leis que incorporavam antigas reivindicações tais como: Carteira de Trabalho, jornada de 8 horas diárias, férias, aposentadoria, proibição de trabalho noturno para as mulheres e menores de  18 anos e mais tarde a fixação de piso mínimo nacional. Essas medidas foram festejadas pelos trabalhadores. Porém com a mesma mão, Getúlio tirava o direito a sindicatos livres. Em 1931, é adotada a Lei de Sindicalização, pelo qual os sindicatos estavam atrelados ao Ministério do trabalho. Essa medida restringia a autonomia dos sindicatos e os trabalhadores só podiam se filiar aos sindicatos controlados pelo Ministério. É claro que os comunistas e anarquistas foram colocados à margem da luta trabalhista, e classificavam estes sindicatos de pelegos.

Revolução Constitucionalista de 1932

O Governo Provisório chegou ao poder sob efeito da crise de 1929, desemprego, baixa nos preços do café e inúmeras falências.
Para proteger os cafeicultores, o governo comprava e queimava os estoques injetando dinheiro na economia, fazendo com que as fábricas voltassem a produzir. Haverá também diversificação na produção. Assim, em 1933, o Brasil já estará fora da crise.
Mesmo ajudando os cafeicultores, o poder mudou completamente de lugar e os paulistas não estavam satisfeitos com essa mudança.
Em 1932, a pressão por uma Constituição  que desse mais poder aos paulistas era grande, mais Getúlio não se mobilizava. Os paulistas começaram a se mobilizar. Para evitar maiores problemas, Vargas convoca a Assembléia Constituinte, estabelece o voto secreto e o direito ao foto feminino. Mas mesmo assim os ânimos estavam exaltados, em 09 de julho de 1932 eclodiu a Revolução Constitucionalista.
A insurreição contou apenas com o apoio de Minas Gerais, e sangrentas batalhas ocorrem por dois meses. O governo com a ajuda de tropas leais de todos os estados sufocou a revolta.

A Constituição de 1934

Depois dos distúrbios ocorridos em SP, Getúlio é obrigado a promulgar a nova Constituição, e esta fica pronta em 1934. Seus pontos mais importantes são: voto secreto, voto feminino e os direitos trabalhistas. Sem dúvida, esta foi a mais moderna das Constituições apresentadas até então.
Porém, no campo não houve nenhuma mudança, a terra continuava nas mãos de poucos e o poder real com as elites, não ocorria mais a Política dos Governadores, mais os currais eleitorais e as fraudes ainda vão persistir por mais algum tempo.

O Estado Novo 1937-1945

Na Europa, a década de 1930 é marcada pela ascensão do fascismo(Itália) e nazismo(Alemanha), o Salazarismo(Portugal) e o franquismo(Espanha). Todos esses regimes são autoritários, e se originaram na crise de 1929. De outro lado a URSS, com seu comunismo de estado (Stalinismo), foi um momento bastante complicado.
Vargas não era diferente, controlava o estado com mão pesada, as classes médias estavam decepcionadas com revolução de 1930, pois as oligarquias continuavam no poder, e é neste contexto que nasce a AIB(Aliança Integralista Brasileira),organização criada em 1932, sob inspiração fascista, por Plinio Salgado, propunha acabar com os comunistas, anarquistas, judeus e  calar o movimento operário.
Como reposta nasce a ANL(Aliança Nacional Libertadora) em 1935, composta por comunistas e liderada por Luís Carlos Prestes. É lançado um documento reivindicando todo poder a ANL, Vargas não gosta e proíbe a ALN de se manifestar. Na clandestinidade a ANL, tenta um golpe para derrubar Getúlio Vargas, é a Intentona Comunista de 1935. O fracasso é líquido e certo, Getúlio declara estado de Sítio, predendo todos os envolvidos no golpe. Com o apoio dos Integralista, é forjado um  falso plano de dominação comunista-judaica, é o Plano Cohen.
Os membros da ANL são presos e torturados, Olga Benário, esposa de Prestes é enviada a Alemanha Nazista, intelectuais como Jorge Amado e Graciliano Ramos são enviados ao presídio da Ilha Grande.
Está criado o campo para que Getúlio se tornasse um ditador, estendo seu governo até 1945.

O Desenvolvimento industrial e o Brasil na Guerra

No âmbito econômico, as principais características do Estado Novo foi o impulso à industrialização.
Assim, Vargas suspendeu o pagamento da dívida externa, mas manteve as negociações para atrair capitais estrangeiros.
Vargas também joga com os interesses dos norte-americanos na entrada do Brasil na guerra, e com isso Getúlio consegue capitais para a construção de várias empresas.
Essa política teve como elemento a intervenção direta do Estado na intervenção industrial. Assim em 1941, era criada a Cia Siderúrgica Nacional(CSN), em Volta Redonda, em 1942,a Cia Vale do Rio Doce, voltada para a mineração e em 1943, a Fábrica Nacional de Motores.

Fim do Estado Novo

Logo após a eclosão da II Guerra Mundial, o Brasil adotou uma postura de neutralidade, mas Getúlio não escondia sua admiração pelo nazi-fascismo. Porém, após ataques a base militar  norte-americana de Pearl Harbor, no Havaí os americanos entraram na guerra, e exigiam dos países latino americanos o mesmo.
Ao mesmo tempo, o povo exigia a entrada do Brasil na guerra, pois vários navios mercantes brasileiros haviam sido afundados pelos alemães. Assim, mesmo muito a contra gosto, Vargas declara guerra à Alemanha.
A entrada do Brasil na guerra, a partir de 1942, criou uma contradição para o Estado Novo: como uma ditadura pode combater outra, alegando defesa da democracia?
É nesta conjuntura, que Minas Gerais lança um manifesto (Manifesto dos Mineiros), no qual pediam a volta da democracia. Em SP, acontece o Primeiro Congresso dos escritores. Em nenhum dos casos houve repressão.
Em fevereiro de 1945, Getúlio convoca as eleições presidenciais, e em abril os presos de 1935 são anistiados.
Novos partidos criados, como é o caso a UDN(União Democrática Nacional) de extrema direita, ligada aos latifundiáros, PSD(Partido Social Democrata),de centro-esquerda, aglutinava os velhos cafeicultores. PTB(Partido trabalhista Brasileiro) de Vargas e o PCB(Partido Comunista Brasileiro). O Partido Comunista consegue eleger uma bancada, e o senador mais votado é Luís Carlos Prestes.
Com a derrota dos nazistas em maio de 1945, o clima é de euforia. Getúlio tenta mais um golpe, com o slogan “Queremos Getúlio”, manifestantes tomam as ruas, porém o General Góis Monteiro desconfiado que fossem mais uma manobra de Vargas, o depõe do poder. É o fim do Estado Novo.