terça-feira, 8 de novembro de 2016

Aula normal segundo ano( matéria de prova 4 bimestre)


SEGUNDO REINADO – 1840/1889

D. Pedro II e a busca pela estabilidade

Não é a toa que o Segundo Império é permeado pela seguinte máxima: “Nada mais Conservador do que um liberal no poder”.
D. Pedro II compôs seu gabinete com políticos liberais e conservadores, na busca pelo equilíbrio alterna as duas frentes políticas no poder. Neste compasso conseguirá governar com uma certa tranqüilidade.

Revolução Praieira – PE 1848/1850
Novamente Pernambuco volta à cena política com mais uma tentativa de romper com o poder pré-estabelecido.
A Província, que foi grande produtora de açúcar no passado, porém com o declínio do produto no mercado internacional, a elite agrária pernambucana não consegue mais a atenção do governo para os seus interesses.
Em 1848, um grupo ligado aos produtores e a intelectuais, lançam mais um ato de rebeldia. É a Revolução Praieira, que se inicia no Recife e se estende pelo interior.
A revolta acaba saindo da mãos da elite e toma uma configuração mais social, com boiadeiros, escravos, mestiços e artesões. A reivindicação básica é a proclamação da República e o fim da escravidão. A elite abandona o movimento, e as tropas leais ao imperador sufocam o movimento, com a ajuda da Guarda Nacional.

Consolidação do Império

Sanada esta revolta, o país chega a década de 1850, na Europa desponta a segunda revolução Industrial, é a vez das máquinas substituindo o trabalho humano, e produzindo cada vez mais. A Inglaterra, principal país industrializado continua exercendo poder nas decisões da política brasileira. Por isso se faz necessário mudanças na política brasileira.
D.Pedro II, cria o Conselho de Ministros, é uma tentativa de introduzir o parlamentarismo no Brasil. Porém, através de jogadas políticas, D. Pedro II acaba controlando mais o poder do que seus ministros, já que é o imperador quem os indica, aos invés de eleição. É o Parlamentarismo às avessas.


Café e o Futuro da Nação

O Brasil modernizava-se, mas não deixava de ser um país tipicamente agrário. Na década de 1820, chega ao Brasil as primeira mudas de café.
Nas décadas de 1830 a 1850, o oeste paulista é tomado pelo novo produto e as safras batem todos os recordes. Em 1860, o Porto de Santos é o mais movimentado na região para a exportação do produto.
Entre os anos de 1850- 1870, uma nova mentalidade começa a surgir entre os cafeicultores, a do trabalho livre e assalariado.
O governo brasileiro faz campanhas para atrair imigrantes europeus para o trabalho nas fazendas, através da Sociedade Auxiliadora de Colonização e Imigração.
É por conta do café, que os ingleses começam a investir pesado na construção de ferrovias no Oeste paulista, para auxiliar no escoamento da produção.

O Alvorecer da Industrialização

Por imposição da Inglaterra, que não via mais interesse em manter a escravidão, em 1850 é editada a Lei Euzébio de Queiroz, proibindo o tráfico a entrada de escravos vindo d’África. O sucesso da expansão do café e a liberação de enormes somas de capital, vindas do tráfico negreiro iriam impulsionar a indústria.
Em 1844, uma alteração alfandegária estabeleceu alíquotas de imposto que tentavam proteger  a industrialização brasileira. É a Tarifa Alves Branco. Essa duas medidas vão ajudar o Brasil a entrar na era da industrialização, com efeito, entre 1850-1870, o Brasil irá conhecer um grande avanço tecnológico nos setores de navegação, iluminação, serviços de transporte e outros.
A Guerra do Paraguai (1865-1870), estimulou a indústria naval brasileira, e a Guerra de Secessão (E.U.A 1861-1865), estimularam a produção de algodão e a indústria têxtil.
Irineu Evangelista de Sousa, o Barão de Mauá, soube aproveitar bem esse momento econômico, trazendo para o país um progresso nunca visto. Porém ao final da Guerra do Paraguai, a tarifa Alves Branco deixa de existir, e Mauá não consegue  concorrer com a Inglaterra. A maioria de suas empresas faliu ou são compradas por ingleses.



Guerra do Paraguai 1865- 1870

O Paraguai ao se independer da Espanha, torna-se um país altamente industrializado, não dependendo de outros países para obter matéria prima. O ditador Solano Lopes expandiu as indústrias de ferro e têxtil, tornando-se o maior concorrente direto da Inglaterra na América do Sul. Porém o Paraguai não tinha saída para o mar, o que dificultava o escoamento da sua produção.
Em maio de 1865, insuflados pela Inglaterra, o Brasil, a Argentina e o Uruguai declaram guerra ao Paraguai, pois Solano Lopes havia invadido parte do território dos três paises.
A Guerra do Paraguai foi um genocídio, pois ao final do conflito 70% da população paraguaia tinha sido morta, tanto por batalhas quanto por doença como o cólera, disseminada no meio da população civil pelo então chefe militar brasileiro, Duque de Caxias.
Brasil, Argentina e Uruguai saíram vitoriosos da guerra, porém totalmente endividados com a Inglaterra, e esta acabou com a concorrência dos países sul americanos na corrida pela industrialização

Guerra de Secessão – E.U.A 1861-1865
O norte e o sul dos Estados Unidos tinha configurações sociais e econômicas bastantes distintas. No sul a colonização foi de exploração, com grandes latifúndios produzindo algodão para dar suporte as indústrias inglesas e o uso abundante da mão de obra negra.
Já o norte, por não ter atrativos comerciais para os ingleses, acabou se tornando colônia de povoamento, aonde os colonos tinham mais liberdade na produção. Com isso o norte se industrializou e o sul não.
Após 1850, já não cabia mais manter escravos, pois a ordem capitalista necessita de mão de obra assalariada.
No ano de 1860, chega ao poder o Democrata Abraão Lincoln. Claramente abolicionista, Lincoln decreta o fim do trabalho compulsório no país.
O sul reage e declara a separação do norte, formando assim um outro país. O presidente não aceita tal rebeldia,  e é declarada guerra contra o sul.
Norte industrializado levou a melhor na guerra, derrotado os estados do sul tiveram que acatar o fim da escravidão, porém isso não impediu que o racismo e a segregação racial continuasse a existir até o final dos anos de 1960.
A Escravidão e o Segundo Império

Desde dos tempos do Iluminismo, a escravidão africana vinha sendo questionada por aqui. A Conjuração Baiana e com exceção da Farroupilha, todos os levantes populares apontavam para o fim da escravidão.
Porém, as elites agrárias sempre acabavam impondo sua vontade de não dar liberdade aos negros, havia também um forte preconceito aos africanos, e nas cidades, por conta de não saberem ler eram sempre rejeitados como mão de obra.
A partir de 1850, por pressão dos ingleses ficou proibida a entrada de novos africanos no território brasileiro, e a partir de 1860 um forte movimento, oriundo dos liberais e intelectuais, apontava para a desumanidade da instituição escravista.
Entre 1860-1880, clubes abolicionistas passaram a comprar escravos e alforriá-los, ajudavam negros fugidos e promoviam fugas em massas na senzalas.

A Lei Áurea não minimizou os problemas gerados pela escravidão, pois os negros foram abandonados a sua sorte, já que não receberam terras para se fixarem, no que melhor sabiam fazer, agricultura. Não receberam indenização para recomeçarem a vida. Portanto,  a Lei Áurea tirou o negro da Senzala e o jogou nas favelas.


Fim do Império: A Queda de D. Pedro II

Após a Guerra do Paraguai, muita coisa mudou no Brasil. A nossa indústria entrou em decadência, a agricultura vivia em crise e a dívida com a Inglaterra triplicou, assim o imperador vê ruir os pilares que lhe davam sustentação.
Questão Militar
Questão Religiosa
Questão Abolicionista
Após a vitória na Guerra do Paraguai, o Exército passou a exigir mais atenção do imperador, pois sendo uma força que agregava muitos pobres e negros, não recebiam a mesma atenção da Marinha.
Como o Imperador não se posicionou, iniciou-se dentro do Exército uma nova lógica: o Positivismo.
A partir daí um grupo passou a questionar o imperador, e retirou o apoio ao seu governo.
A Igreja Católica estava ligada ao governo imperial. Vigorava o sistema do padroado, pelo qual os padres eram funcionários do governo. A crise inicia-se, quando o papa Pio XI editou a Bula Syllabus, que condenava a participação de católicos na maçonaria. Os bispos de Recife e Olinda expulsaram alguns maçons de suas paróquias.
O imperador, que também era maçom, condenou a atitude dos bispos.
Foi o suficiente para a Igreja retirar o apoio ao imperador.
Estava cada vez mais complicado manter a escravidão no país. O mundo inteiro já havia rompido com essa forma de trabalho, e a pressão inglesa cada vez mais forte, obrigou a princesa Isabel a assinar a lei que poria fim a esse tipo de exploração.
Os fazendeiros se sentiram traídos pelo imperador e passaram a apoiar o movimento republicano.
Sem os pilares que o sustentavam no poder, D.Pedro II sofre um golpe de estado aplicado pelo Exército, em 15 de novembro de 1889, era o fim de 49 anos de poder.

A república não trouxe avanços significativos para o país, que continuou agrário, latifundiário, monocultor. Nada mudará também na vida dos pobres, pos continuaram a viver na mesma miséria de sempre.

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