A CHEGADA DA FAMÍLIA REAL AO BRASIL
Como vimos Napoleão Bonaparte ocupou vários países da Europa, e
Portugal não foi poupando pelas tropas napoleônicas.
Em 1806, com a decretação do Bloqueio Continental, todos os
países europeus,estavam proibidos de
comercializar com a Inglaterra sob o risco de serem invadidos pelas tropas
francesas.
Portugal estava comprometido com a Inglaterra através do Tratado
de Methuen, e não podia respeitar o Bloqueio. Assim, Portugal foi invadido por
Napoleão e D. João VI, auxiliado pela Inglaterra foge para o Brasil.
Abertura dos Portos
A chegada da Família Real trouxe para o Brasil um novo status: o
de vice-reino de Portugal e Algarves. A primeira medida tomada pelo príncipe
regente foi à abertura dos portos às nações amigas (Inglaterra), como isso à
colônia passou a comercializar livremente com os ingleses afrouxando assim o
Pacto Colonial. Porém, com as tarifas mais baixas, os ingleses inundaram a
colônia com seus produtos, atrasando ainda mais o processo industrial
brasileiro.
Outras Medidas tomadas por D. João foram:
·
Fundação
do Banco do Brasil;
·
Criação
do Jardim Botânico;
·
Criação
da imprensa régia;
·
Autorização
para a impressão de livros, jornais na corte, até então proibidas;
·
Missão
artística encabeçada por Debret;
·
Abertura
de escolas e universidades;
·
Confisco
de muitas casas e expulsão dos proprietários para a acomodação da corte;
·
Racionamento
de alimentos por parte da população para alimentar melhor a corte.
As Rebeliões do Período
Revolução Pernambucana 1817
Descontentes com a atenção da Corte apenas para o Rio de
Janeiro, em 1817 eclode a Revolução
Pernambucana. Esta visava à separação do Brasil de Portugal e a implantação
da República nos moldes norte-americano, ou seja, um estado liberal.
O movimento contou com a participação maciça da população, mas
foi sufocado em 74 dias. Seus principais líderes foram executados.
Revolução Liberal do Porto 1820
Após a expulsão dos franceses do território português, e com o
rei no Brasil, Portugal estava sem liderança política, o que foi um prato cheio
para os liberais, que desejavam acabar com o absolutismo.
Os revoltosos queriam uma monarquia parlamentar e exigiam a
re-colonização do Brasil, e é claro à volta do rei ao país. Sem mais motivos
para continuar por aqui, e temendo perdera coroa, D. João VI retorna a Portugal,
deixando aqui seu filho, o príncipe regente D.Pedro.
A INDEPENDÊNCIA DO BRASIL
Após a volta de D. João VI para Lisboa, D. Pedro assuma as
rédeas da colônia. Por sua vez a aristocracia rural e os comerciantes temendo
perder sua liberdade de comércio, começam a pressionar D. Pedro a romper com
Portugal.
Dia do Fico
Os liberais portugueses não admitem perder seus lucros com o fim
do Pacto Colonial e passam a pressionar D. Pedro a voltar para Portugal. Entretanto,
D. Pedro tinha planos de ficar e se tornar o novo imperador do Brasil. Assim,
em 09 de janeiro de 1822, sob forte pressão popular D. Pedro se recusa a voltar
a Portugal. É o famoso Dia do Fico.
Sete de Setembro
No final de agosto de 1822, D. Pedro viaja para São Paulo, nas
margens do rio Ipiranga, recebe uma carta vinda de Portugal exigindo sua volta
imediata ao país, sob risco das tropas portuguesas de invadirem o Brasil, e
criando novas normas a serem adotadas pela colônia. D. Pedro não aceita e
proclama a independência do Brasil.
A guerra de independência brasileira,é bem mais curta do que da
América espanhola. O imperador sendo português e com a mediação da Inglaterra o
processo de transição foi bem mais fácil.
A construção da nação brasileira, veio através do império, o que
evitou que o país se esfacelasse em
vários territórios como aconteceu com a América espanhola. Mas a nação
brasileira nasce comprometida até os ossos com o capital inglês, e dele será
dependente até o final da Segunda Guerra Mundial.
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